Resumo do Livro de Daniel – Estudo Bíblico
Data de Escrita: O Livro de Daniel provavelmente foi escrito entre 540 e 530 a.C.
Propósito da Escrita: Em 605 a.C., Nabucodonosor, rei da Babilônia, conquistou Judá e deportou muitos de seus habitantes para a Babilônia – inclusive Daniel. Este, que serviu na corte real de Nabucodonosor e de outros reis subsequentes, teve suas ações, profecias e visões registradas no livro.

Principais Versículos
Daniel 1:19-20: “O rei conversou com eles e não encontrou nenhum igual a Daniel, Hanania, Misael e Azarias; então eles passaram a integrar o serviço real. Em tudo o que o rei perguntava sobre sabedoria e entendimento, eles se mostravam dez vezes superiores a todos os mágicos e encantadores do reino.”
Daniel 2:31: “Visto que, ó rei, diante de ti se erguia uma grande estátua – uma imensa e deslumbrante estátua, impressionante em sua aparência.”
Daniel 3:17-18: “Se formos lançados na fornalha ardente, o Deus a quem servimos é capaz de nos livrar dela e nos salvará das tuas mãos, ó rei. Mas, mesmo que não o faça, que fique claro, ó rei, que não serviremos aos teus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que instalaste.”
Daniel 4:34-35: “Seu domínio é eterno; seu reino perdurará de geração em geração. Todos os povos da terra são tratados como nada. Ele faz o que bem entende com as forças do céu e com os povos da terra. Ninguém pode contê-lo ou questioná-lo dizendo: ‘O que fizeste?’”
Daniel 9:25-27: “Sabei e entendei o seguinte: A partir do decreto para restaurar e reconstruir Jerusalém até a vinda do Ungido, o governante, haverá sete ‘setes’ e sessenta e duas ‘setes’. A cidade será reconstruída com ruas e valas, mas em tempos de angústia. Após as sessenta e duas ‘setes’, o Ungido será cortado, ficando sem nada. O povo do governante que virá destruirá a cidade e o santuário. O fim chegará como um dilúvio: a guerra persistirá até o fim e desolações serão decretadas. Ele confirmará um pacto com muitos por uma ‘sétima’. No meio da ‘sétima’ encerrará o sacrifício e a oferta. E, em uma extremidade do templo, instaurará uma abominação que causa desolação, até que o fim decretado seja totalmente derramado sobre ele.”
Breve Resumo
No capítulo 1, é narrada a conquista de Jerusalém pelos babilônios. Junto com muitos outros, Daniel e seus três amigos foram deportados para a Babilônia e, devido à sua coragem e às evidentes bênçãos divinas, foram promovidos ao serviço do rei.
Nos capítulos 2 a 4, Nabucodonosor tem um sonho que somente Daniel consegue interpretar corretamente. O sonho, na forma de uma grande estátua, representava os reinos futuros. Nabucodonosor mandou erguer uma estátua de si mesmo e ordenou que todos a adorassem. Sadraque, Mesaque e Abednego recusaram e, mesmo sendo lançados numa fornalha ardente, foram miraculosamente livrados por Deus. Nabucodonosor foi advertido por sua soberba, mas, ao reconhecer a soberania divina, foi restaurado.
No capítulo 5, Belshazzar, filho de Nabucodonosor, fez uso indevido dos utensílios sagrados retirados do templo de Jerusalém, e recebeu uma mensagem divina escrita na parede – um aviso de julgamento. Apenas Daniel teve a capacidade de interpretar tal mensagem. No capítulo 6, Daniel é lançado na cova dos leões por se recusar a orar ao imperador, mas, milagrosamente, é poupado. Já no capítulo 7, Deus concede a Daniel uma visão envolvendo quatro animais, simbolizando os reinos da Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma.
Nos capítulos 8 a 12, encontramos uma visão que envolve um carneiro, uma cabra e vários chifres, referindo-se também aos reinos futuros e seus governantes. O capítulo 9 traz a profecia das “setenta semanas”, na qual Deus revela o cronograma exato para a vinda do Messias, o qual seria interrompido. A profecia também menciona um governante futuro que firmará um pacto de sete anos com Israel, quebrando-o após três anos e meio, seguido pelo grande juízo e a consumação de todas as coisas. Após essa visão, Daniel é visitado e fortalecido por um anjo que explica cada detalhe da revelação.
Prenúncios
Nas histórias da fornalha ardente e da cova dos leões, há um prenúncio da salvação proporcionada por Cristo. Os três homens afirmaram que Deus é um salvador capaz de oferecer uma rota de escape do fogo. De maneira semelhante, ao enviar Jesus para morrer pelos nossos pecados, Deus nos proporcionou uma saída das chamas do inferno. Enquanto no caso de Daniel um anjo fechou as bocas dos leões, salvando-o da morte, Jesus Cristo se apresenta como nossa proteção contra os perigos do pecado.
A visão de Daniel sobre os tempos finais revela o Messias de Israel, por meio do qual muitos se tornarão puros e santos. Ele é a nossa justiça, capaz de lavar nossos pecados, por mais intensos que sejam, deixando-nos tão puros quanto a neve.
Aplicação Prática
Assim como Sadraque, Mesaque e Abednego, devemos defender sempre o que sabemos ser correto. Deus é maior do que qualquer punição que possamos enfrentar. Independentemente de ser nos libertado ou não, Ele é sempre digno da nossa confiança. Deus sabe o que é melhor e honra aqueles que O obedecem e confiam n’Ele.
Deus tem um plano detalhado e conhece o futuro. Tudo o que foi previsto por Ele se cumpriu exatamente como declarado. Portanto, devemos acreditar e confiar que tudo o que Ele previu para o futuro ocorrerá conforme o Seu plano divino.






