O que é uma igreja do Evangelho Completo?
O movimento do Evangelho Completo está associado ao Pentecostalismo. Segundo os pentecostais, o ensinamento do “evangelho completo” é mencionado pelo apóstolo Paulo em Romanos 15:19, no trecho “Eu anunciei completamente o evangelho de Cristo”.
Um cristão do Evangelho Completo acredita que o Espírito Santo continua realizando tudo o que fazia nos evangelhos do Novo Testamento: ele continua curando, concedendo o dom das línguas, praticando milagres, entre outros. Como Jesus é “o mesmo ontem, hoje e para sempre” (Hebreus 13:8), os pentecostais afirmam que Ele segue atuando no mundo utilizando os mesmos métodos.
O termo “Evangelho Completo” foi cunhado por A. B. Simpson, fundador da Christian and Missionary Alliance (C&MA). No final do século XIX, Simpson deixou o Canadá e pastoreou diversas igrejas presbiterianas nos estados centrais e no nordeste americano. Em 1881, após alegar ter sido miraculosamente curado, ele solicitou o batismo por imersão em uma igreja batista, renunciou ao ministério presbiteriano e, por fim, fundou uma congregação não denominacional.
Durante os 30 anos seguintes, a paixão de Simpson pelo evangelismo e pelas missões ultramarinas culminou na formação da C&MA, que originalmente englobava diversas igrejas. Simpson desenvolveu uma teologia baseada em quatro verdades simples acerca de Cristo: o Senhor é o Salvador, Santificador, Curador e o Rei que há de vir. Esse é o “evangelho completo” ou “evangelho quadridimensional”, o qual influenciou muitos dos primeiros pentecostais, inclusive a Igreja Foursquare. Além disso, Simpson demonstrava interesse pelo dom das línguas e por outras obras miraculosas voltadas para o evangelismo ultramarino.
A. B. Simpson nunca teve vínculo com a Assembleia de Deus, mas seu trabalho abriu caminhos para a doutrina pentecostal. Dessa forma, o termo “Evangelho Completo” tornou-se bastante comum nos círculos pentecostais, mesmo que o próprio Simpson nunca tenha aderido integralmente às crenças pentecostais.






