Deus é mau? A Bíblia é má?
O site evilbible.com se propõe a fazer duas coisas: (1) demonstrar que a Bíblia não é a Palavra de Deus, mas sim um livro escrito por homens “maus”, e (2) refutar a existência do Deus do Cristianismo. O arsenal de argumentos utilizados é comum a muitos outros sites e publicações ateístas. Supostas contradições bíblicas são expostas, atrocidades e práticas imorais registradas nas páginas da Bíblia são referenciadas, e diversos argumentos filosóficos e morais são empregados para afirmar que o Deus da Bíblia é uma impossibilidade ou, na melhor das hipóteses, não é um Deus a ser adorado.
Embora vários desses argumentos serão abordados nas seções a seguir, certos temas do site evilbible.com – que já foram minuciosamente tratados em outras publicações, como, por exemplo, a questão da escravidão – não serão expostos novamente. Quem desejar mais informações sobre esses assuntos pode consultar materiais já existentes que respondem de maneira satisfatória às acusações. Em vez disso, este artigo focará em três grandes problemas que fazem quase todos (ou talvez todos) os argumentos de evilbible.com fracassarem:
- Um mal-entendido da Palavra de Deus
- Um mal-entendido do caráter de Deus
- Um mal-entendido da criação de Deus
Verifiquemos cada uma dessas questões, citando exemplos específicos extraídos do site evilbible.com que ilustram como e por que as suas afirmações contra a Bíblia e Deus são infundadas.
Deus é mau? – Um Mal-entendido da Palavra de Deus
A primeira área problemática para o evilbible.com é a interpretação equivocada da Palavra de Deus. Em seus esforços para atacar a Bíblia, o site faz duas afirmações fundamentais: 1) a Bíblia está repleta de atrocidades horríveis e, 2) a Bíblia está plagada de contradições. Quanto ao primeiro ponto, o evilbible.com está absolutamente correto – a Bíblia de fato registra inúmeras atrocidades e comportamentos imorais. Do início ao fim, o texto sagrado contém muitos relatos terríveis, sendo o pior deles o assassinato premeditado do Filho de Deus, inocente e perfeito. Contudo, o argumento do evilbible.com falha ao não compreender que a Bíblia não aprova tudo o que relata. Isso é absolutamente crucial a ser entendido. Por exemplo, nos capítulos 19 e 20 do Livro dos Juízes, a Bíblia narra o estupro brutal e o assassinato de uma jovem, concubina de um levita. Além disso, as ações do levita foram desonrosas e o crime desencadeou uma sanguinária guerra civil em Israel. Entretanto, uma leitura cuidadosa mostra que o texto não aprova tais ações, tampouco Deus endossa o comportamento do levita. Assim, a argumentação do evilbible.com de que as atrocidades registradas na Escritura provam que ela não é a Palavra de Deus simplesmente não se sustenta.
Outro argumento na mesma linha de raciocínio do site foca na ordem de Deus para que Abraão sacrificasse seu filho, Isaque. Obviamente, eles afirmam que, como Deus foi o iniciador desse pedido e o sacrifício humano é abominável, isso prova que a Bíblia não foi produzida por um Deus amoroso e bom. Porém, o erro do evilbible.com é não compreender que Deus jamais teve a intenção de que Abraão sacrificasse seu filho a Ele; trata-se de uma narrativa tipológica poderosa, que prenuncia o próprio Deus sacrificando Seu Filho, Jesus, pelos pecados da humanidade. Embora Deus tenha impedido Abraão de prosseguir com o ato, Ele próprio não poupou Seu Filho, e o resultado final foi a salvação para todos os que creem.
Quanto à segunda afirmação, o site lista diversas supostas contradições na Bíblia para afirmar que o texto não é isento de erros, mas sim falho. No que diz respeito às chamadas contradições, é importante notar que existem diversos bons livros sobre o assunto que abordam quase todas (se não todas) as alegações do evilbible.com. Além disso, não surpreende que não-cristãos se deparem com as questões levantadas pelo site, pois a Bíblia é um livro espiritual. Apesar de exibir o que se chama de perspicuidade (clareza de expressão) em seus ensinamentos essenciais, muitos dos textos possuem significados espirituais profundos, e somente aqueles que foram tocados pelo Espírito de Deus compreenderão o verdadeiro sentido desses ensinamentos (1 Coríntios 2:14).
Como exemplo, o trecho do Levítico 19:19 que diz: “Não semeie de duas espécies no seu campo; não plantete o seu vinhedo com dois tipos de semente; não misture os seus tecidos” pode ser motivo de escárnio para os críticos, que chegam à conclusão de que Deus não quer que se misture lã com poliéster. Entretanto, neste caso, Deus empregava elementos físicos como lembretes de princípios espirituais, instruindo o povo de Israel a não misturar sua religião pura com as práticas pagãs que os cercavam, devotando-se unicamente ao Deus verdadeiro e evitando a assimilação de ensinamentos estrangeiros.
Outras lições espirituais semelhantes podem ser encontradas em erros semelhantes cometidos pelo evilbible.com. Por exemplo, o site utiliza as seguintes supostas contradições:
“Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra…” – (na verdade, o versículo correto é Êxodo 20:4)
“Farás dois querubins de ouro, trabalhados à maneira de artefatos, para me servirem de sustentáculo…” – (Êxodo 25:18)
Primeiramente, é importante notar que o evilbible.com erra na referência do primeiro trecho, citando incorretamente o livro, capítulo e versículo. Além disso, seu argumento se esgota pois o excerto é retirado de seu contexto; se lido o versículo seguinte, a verdadeira razão por trás da proibição é apresentada: “Não os adorarás, nem lhes prestarás culto.” A ordem de Deus para não fabricar imagens se relaciona aos objetos de adoração, e não aos objetos usados com fins decorativos ou educativos, como é o caso do relato em Êxodo 25:18.
Outro exemplo de suposta contradição no Novo Testamento é o seguinte:
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós; é dom de Deus, não de obras” – (Efésios 2:8-9)
“Vede então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé” – (Tiago 2:24)
Mais uma vez, o evilbible.com não deve ser censurado por não compreender esses versículos claramente; eles representam dois lados da mesma moeda espiritual. A Bíblia ensina que os cristãos são salvos pela fé somente, entretanto, essa mesma fé verdadeira se manifesta em boas obras. As boas obras não são o meio de salvação, mas sim a evidência de que a salvação houve. Em suma: os cristãos são salvos somente pela fé (Efésios 2:8-9), mas a fé que salva nunca está sozinha (Tiago 2:24). Uma fé verdadeira sempre produzirá boas obras; uma fé sem obras é uma fé morta, incapaz de salvar (Tiago 2:26). Esse mesmo princípio é ilustrado por Jesus quando afirma que as árvores boas dão bons frutos, e as árvores más, frutos ruins (Mateus 7:17).
Em resumo, as alegações do evilbible.com acerca de atrocidades e contradições na Palavra de Deus não se sustentam. Sempre houve críticos que afirmavam que a Bíblia estava errada. Por exemplo, muitos defendiam que os reinados e os períodos dos reis de Israel estavam erradamente registrados, mas depois o livro do Dr. Edwin Thiele, “The Mysterious Numbers of the Hebrew Kings”, provou que os registros são, de fato, corretos. No fim, a Bíblia sempre resiste aos desafios que lhe são imputados.
Deus é mau? – Um Mal-entendido do Caráter de Deus
O segundo problema é que o evilbible.com sofre de um mal-entendido sobre o caráter de Deus. O site frequentemente descreve Deus como um tirano e um assassino descarado. O posicionamento adotado se assemelha à visão de Sócrates, que dizia ser melhor sofrer injustiça do que praticá-la; seria preferível ser vítima do que perpetrador. Ao fazer tais afirmações, os redatores do site parecem sentir-se mais confortáveis se Deus fosse uma vítima, e não um soberano. Ao mesmo tempo, o site segue a linha do ateu Robert Wilson, que afirmou: “A Bíblia nos manda ser como Deus, mas página após página descreve Deus como um assassino em massa.” Além disso, o evilbible.com acusa que Deus é o criador do mal e da maldade, concluindo que, portanto, Ele não pode ser o ser santo e justo descrito na Bíblia. Em teologia, esse é o problema da teodiceia – a área que busca justificar os atributos divinos de Deus (especialmente a santidade e justiça) diante da existência do mal físico e moral.
Quanto à primeira afirmação – que Deus é um assassino tirânico de inocentes – o site demonstra uma compreensão equivocada da história, aprofundando o mal-entendido acerca do caráter de Deus. Ao referenciar relatos do Antigo Testamento de Deus impondo julgamento a diversas culturas e povos, o evilbible.com afirma, por exemplo:
“As pessoas abatidas no Antigo Testamento eram, quase que sempre, isentas de culpa (com poucas exceções, como no caso dos sodomitas, que violaram as convenções de hospitalidade).”
É curioso notar que essa afirmação absurda – de que o pecado de Sodoma consistia em falta de hospitalidade, uma posição extraída de manuais contemporâneos de ativismo – é totalmente ilógica. A declaração sustenta que Deus justificou o “massacre” do povo de Sodoma por suposta inospitalidade, mas logo se afirma que Ele não teria justificado o castigo a culturas que praticavam verdadeira maldade. Aliás, quando foi que alguém que demonstrou falta de hospitalidade foi realmente rotulado de sodomita? O real pecado de Sodoma foi a imoralidade flagrante e a homossexualidade violenta, conforme registrado no relato de Gênesis 19.
A alegação de que aqueles a quem Deus puniu eram “totalmente isentos de culpa” não possui fundamento e é historicamente imprecisa. A Bíblia descreve exatamente o oposto acerca dos povos sobre os quais o julgamento divino recaiu. Alguns exemplos:
“Depois que o SENHOR, teu Deus, os tiver expulso de diante de ti, não digas em teu coração: ‘Porque o SENHOR me trouxe aqui para herdá-la por causa da minha justiça’. Não, mas é, por causa da perversidade destes povos, que o SENHOR, teu Deus, os expulsa de diante de ti…” (Deuteronômio 9:4-5, ênfase nos pontos relevantes).
“Qualquer que fizer estas coisas é abominável ao SENHOR; por causa destas abominações o SENHOR, teu Deus, os expulsará de diante de ti, para que sejas irretocável perante o SENHOR, teu Deus.” (Deuteronômio 18:12-13, ênfase nos pontos relevantes).
“Não vos contamineis com nenhum destes costumes, pois assim se contaminavam as nações que eu os lançaria fora; e até à terra, pela sua perversidade, que a terra vomitou os seus moradores.” (Levítico 18:24-25, ênfase nos pontos relevantes).
O evilbible.com ignora as evidências históricas de que essas nações e culturas praticavam justamente aquilo que o site condena como imoral. Por exemplo, os assírios de Nínive, na época de Jonas, eram um povo extremamente bárbaro e cruel. Escavações arqueológicas em Nínive revelaram tanta brutalidade – como vítimas sendo empaladas lentamente ou o uso da pele dos prisioneiros para fabricar bolsas – que produções televisivas tiveram de censurar trechos. Em um dos pilares de pedra de Nínive, um governante assírio vangloriava-se de “nobres que despicou” e de “três mil cativos que incendeiei, não deixando refém vivo algum; decapitei uns, cortei mãos e pés de outros; arranquei narizes, ouvidos e dedos de outros; cecutelei inúmeros soldados e incendeiei donzelas num holocausto.” Tais evidências desmentem as alegações do site de que aqueles que sofreram o julgamento divino eram inocentes. Outros exemplos envolvem os habitantes de Jericó, conhecidos por praticarem sacrifícios infantis, prostituição cultual, entre outros horrores.
O evilbible.com também desconsidera a paciência de Deus ao lidar com tais povos. Deus sempre esperou que as nações, mesmo aquelas que sofreram o julgamento, se arrependessem de seus caminhos perversos, alertando-as previamente sobre o juízo iminente. O Livro de Jonas exemplifica a paciência divina com os ninivitas, que, finalmente, mudaram seus comportamentos e evitaram a destruição. Outros povos tiveram a oportunidade de se arrepender, mas optaram por não fazê-lo. Por exemplo, o povo de Amaleque (conforme descrito em 1 Samuel) tentou, de forma recorrente, praticar genocídio contra Israel, mas recebeu 400 anos para se arrepender. Ao persistirem em suas atrocidades, foram julgados por meio de Saul e do exército israelita.
Se as práticas, genocídio e barbáries desses povos fossem projetadas nos dias atuais e veiculadas na mídia, haveria uma repúdio global exigindo ação militar e punições severas. Se o homem moderno, supostamente esclarecido, clama por tal rigor contra atrocidades, por que criticar Deus por executar um julgamento semelhante?
Por fim, quanto à alegação do evilbible.com de que Deus é o criador do mal, o site apresenta a seguinte justificativa baseada em um versículo da versão King James:
“Deus É o Criador do Mal: Em segundo lugar, quero reforçar o fato de que Deus é de fato o criador do mal. Leia o versículo de Isaías 45:7: ‘Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal. Eu, o Senhor, faço todas essas coisas’.”
Muitos têm entendido mal esse versículo devido a uma tradução deficiente na King James (ou ASV). Partes do livro de Isaías pertencem ao gênero poético e utilizam a técnica da paralelismo antitético, que contrasta duas ideias – como o contraste entre “luz” e “trevas”. Se alguém perguntasse qual o oposto de “luz”, provavelmente responderia “trevas”, conforme indicado. Porém, se perguntado qual o oposto de “paz”, dificilmente seria “mal”. Por isso, quase todas as demais traduções (inclusive a New King James Version) optam por traduzir “mal” como “calamidade” ou termo similar, conforme o contexto poético exigir. Deus não inflige o mal moral a ninguém, mas permite calamidades e desastres sobre aqueles que O desafiam. Isso não o torna mau, mas sim justo e reto.
Deus é mau? – Um Mal-entendido da Criação de Deus
O último grande problema detectado no site evilbible.com é o mal-entendido sobre a criação de Deus. Esse equívoco se manifesta especialmente quando o site utiliza conceitos da moral cristã para fundamentar seus argumentos contra Deus e a Bíblia, em vez de se apoiar em uma base ateísta. Em essência, o site invoca um quadro cristão para negar a existência do Deus cristão – uma técnica que é, no mínimo, irracional e desonesta. Por exemplo, o evilbible.com declara:
“Violaria a minha moral adorar um assassino hipócrita, julgador, e autoproclamado justo.”
O problema nessa declaração é que, sem Deus, o site não possui uma base real para a moral que defende, nem um sistema moral consistente para atacar Deus. Por que isso acontece? Porque para que alguém possa julgar algo como bom ou mau, é necessário ter um referencial moral. Para distinguir o bom do ruim, é preciso possuir leis morais absolutas, e para tê-las, é indispensável um Legislador moral absoluto – afinal, as leis não se originam sozinhas. Assim, os ateus se veem encurralados, pois o único Legislador moral absoluto é Deus. É por isso que ateus intelectualmente honestos, como Richard Dawkins, compreendem que um ateu não pode, de forma consistente, afirmar algo como bom ou mau – pois sua base não sustenta tal afirmação. Em seu livro “River out of Eden”, Dawkins escreve que “os humanos sempre se perguntaram sobre o sentido da vida… a vida não tem um propósito maior que a perpetuação do DNA… a vida não tem desenho, propósito, nem mal nem bem, apenas uma indiferença cega e impiedosa.”
Como, sendo ateus, os redatores do evilbible.com não podem usar o termo “mal” de maneira intelectualmente honesta, eles deveriam renomear seu site para algo que não iniciasse com “evil”. O que o site pode afirmar são apenas o que William Provine, evolucionista ateu, chama de “morais aproximadas”, mas jamais poderá ter uma ética que seja global, eterna e universalmente vinculante para todos, e assim não poderá classificar algo como mau.
Outro mal-entendido sobre a criação de Deus aparece na afirmação de que o próprio Deus é uma impossibilidade. O evilbible.com apresenta diversos argumentos comuns contra Deus, mas o tema geral é que a criação, como a conhecemos, refuta a existência do Deus descrito na Bíblia. Novamente, o argumento do mal é invocado para negar Deus. O site rejeita o argumento de que o livre-arbítrio é o gatilho para o mal (o que de fato foi) e ignora o fato de que, apesar da presença do mal no mundo, talvez Deus tenha uma boa razão para permiti-lo. A morte de Jesus na cruz pode parecer, à primeira vista, a personificação do mal gratuito, mas desse acontecimento resultou a redenção da humanidade. O dom da liberdade e o mau uso dela explicam claramente o mal moral que vivenciamos. Como disse Agostinho: “Tão grande é a generosidade da bondade de Deus que Ele não se absteve de criar até mesmo aquela criatura que Ele sabia de antemão que não apenas pecaria, mas permaneceria inclinada a pecar. Assim como um cavalo descontrolado é preferível a uma pedra imóvel que não se move por falta de percepção, mais excelente é a criatura que peca por livre-arbítrio do que aquela que não peca por não possuir livre-arbítrio.”
Além disso, o evilbible.com apresenta Deus como impossível ao apontar supostas contradições em Sua natureza – contradições essas que não condizem com o mundo. Contudo, eles aceitam sem críticas que um universo impessoal, amoral, desprovido de sentido e propósito, tenha acidentalmente criado seres pessoais, obcecados com moral, significado e propósito. Se, segundo eles, uma causa deve assemelhar-se ao seu efeito, como explicam essa contradição? A matéria inconsciente não pode gerar mente ou algo semelhante.
O fato é que o Ser que é a causa de tudo no universo reflete perfeitamente o Deus descrito na Bíblia. Isso pode ser inferido apenas a partir do fato da criação:
- Ele deve ser de natureza sobrenatural (pois criou o tempo e o espaço);
- Deve ser incrivelmente poderoso;
- Deve ser eterno (autoexistente, sem regressão infinita de causas);
- Deve ser onipresente (criou o espaço e não está limitado por ele);
- Deve ser atemporal e imutável (Ele criou o tempo);
- Deve ser imaterial, pois transcende o físico;
- Deve ser pessoal (o impessoal não gera personalidade);
- Deve ser necessário, pois tudo mais depende Dele;
- Deve ser infinito e único, pois não podem existir dois infinitos;
- Deve ser diverso e, ao mesmo tempo, apresentar unidade, assim como ocorre na natureza;
- Deve ser supremo em inteligência, pois somente um ser cognitivo pode produzir outros seres cognitivos;
- Deve ser intencional, pois criou tudo de forma deliberada;
- Deve ser moral (não há lei moral sem um legislador);
- Deve ser cuidadoso, caso contrário nenhuma lei moral seria estabelecida.
O Deus judaico-cristão se encaixa perfeitamente nesse perfil.
Deus é mau? – Conclusão
Em suma, o mal-entendido da Palavra de Deus, de Seu caráter e de Sua criação resulta nos erros de argumentação encontrados no evilbible.com. Uma síntese do posicionamento do site pode ser observada na seguinte declaração:
“Não acho que jamais conseguiria elaborar uma lista completa do que considero objetável na Bíblia.”
Certamente, existem dificuldades aparentes ao se iniciar um estudo da Bíblia, mas isso não deve levar uma pessoa a concluir que Deus não existe ou que a Bíblia está errada só porque ela se depara com um problema que não consegue compreender ou explicar de imediato. Assim como um cientista não descarta a ciência ao encontrar algo inexplicável no mundo físico, não devemos abandonar a teologia ou o estudo das Escrituras. Mal-entendidos como os cometidos pelo evilbible.com resultam de uma investigação superficial ou da rejeição de uma crença baseada em pressupostos profundamente enraizados no coração ou no estilo de vida de uma pessoa. E o perigo, como advertiu Pascal, é que “as pessoas quase invariavelmente chegam às suas crenças não com base em provas, mas com base no que acham atraente.” O que os ateus autodenominados acham atraente ao negar Deus é a ideia de nunca terem que lidar com Ele. Infelizmente, essa conclusão está completamente equivocada.






