Pergunta
Deveriam os cristãos armazenar alimentos e suprimentos em preparação para um possível desastre futuro?
Resposta
Certamente, há ocasiões em que é sensato fazer preparações para o futuro. No entanto, a nossa atitude é o que realmente importa. Nosso Senhor Jesus deixou claro em Seu Sermão da Montanha que não devemos nos preocupar com o “amanhã”, pois o Pai Celestial já conhece nossas necessidades antes mesmo de pedirmos, e que Ele proverá fielmente para nós. Confiar em Deus para as necessidades futuras nos dá segurança em Sua provisão e nos inspira a ajudar aqueles que estão em necessidade.
Um exemplo marcante é o da viúva que alimentou Elias, sendo recompensada por sua fidelidade. Ao mesmo tempo, as Escrituras também apresentam situações em que Deus aconselha o planejamento. No Antigo Testamento, por meio do sonho do Faraó, Deus quis que José o aconselhasse a se preparar para uma fome iminente, evitando a fome do povo. Ao aceitar o conselho inspirado de José, o Faraó não só salvou seu povo, como também a família de José, antepassados do futuro Messias, Jesus.
No Novo Testamento, quando Jesus enviou Seus discípulos adiante, Ele os instruiu a não levar provisões. Após o retorno deles, Ele os lembrou de como foram providos. Contudo, em seguida, Jesus inverteu essa orientação e determinou que levassem consigo uma bolsa, um saco e uma espada. Talvez Ele já soubesse da oposição que os aguardava, demonstrando que, por vezes, as circunstâncias exigem direções diferentes, baseadas na sabedoria divina.
De forma prática, é correto e sensato se preparar para o futuro; contudo, é fundamental não depositar confiança exclusiva nesses preparativos. A parábola do homem rico que construiu celeiros maiores para suas colheitas ilustra um planejamento inadequado. Em vez de reconhecer Deus em seus projetos e ser grato pelas bênçãos obtidas, ele confiou em suas riquezas para segurança e provisão. Sua falta de consulta a Deus o impediu de aproveitar aquilo que, de fato, era uma bênção.
Em síntese, é essencial buscar a sabedoria de Deus ao planejarmos o futuro. Ele promete conceder sabedoria a todos que a buscam e nunca falha em cumprir Suas promessas. Assim, os cristãos devem ser administradores prudentes dos bens que Deus lhes concedeu, reservando o necessário para as necessidades básicas e investindo seus recursos, tempo e talentos em uma eternidade que jamais se extinguirá. Ao nos prepararmos para o amanhã, o foco deve ser a eternidade.






