O enterro é a única opção que um cristão pode considerar?

Pergunta

A maioria dos cristãos, ao longo dos séculos, desejou ser sepultada após a morte com uma cerimônia que proclamasse a mensagem da ressurreição; essa cerimônia, que reúne diversos ritos e tradições, passou a ser conhecida como “sepultamento cristão”. No entanto, existem outras opções para os cristãos, como a cremação, que, embora não seja considerada tão “tradicional” quanto o sepultamento, vem se tornando mais popular.

Resposta

O termo sepultamento cristão não é explicitamente encontrado na Bíblia. As Escrituras não fornecem instruções sobre como tratar o corpo após a morte. Nas culturas da época bíblica, era comum enterrar o corpo humano em um túmulo, caverna ou diretamente no solo; para aqueles que podiam pagar, o sepultamento em túmulos acima do solo era o método preferido, enquanto os menos favorecidos eram enterrados no solo. No Novo Testamento, os túmulos acima do solo continuavam a ser reservados para os ricos. Por isso, Jesus, que não possuía riquezas terrenas, foi sepultado em um túmulo emprestado.

Hoje, é essencial cumprir as leis locais referentes aos corpos, que variam conforme o país e, nos Estados Unidos, de estado para estado. Como os cristãos são chamados a obedecer às autoridades governamentais, as normas para a disposição do corpo devem ser seguidas. Surge, então, a questão do sepultamento cristão em comparação com a cremação. Nenhuma das duas práticas é ordenada nas Escrituras, tampouco é proibida. O fato de que, historicamente, judeus e os primeiros cristãos praticavam exclusivamente o sepultamento persuade alguns a optarem por esse método. Adicionalmente, as únicas referências bíblicas à queima de corpos aparecem em contextos de punição aos ímpios, o que faz com que alguns rejeitem a cremação. Contudo, não há um comando bíblico específico a favor ou contra a cremação, ficando a decisão, em última análise, à critério da família do falecido.

O método de disposição do corpo não é tão importante quanto o significado por trás do sepultamento cristão, que é a compreensão de que o corpo já não abriga a pessoa que partiu. Paulo descreve nossos corpos como “tendas”, ou seja, moradas temporárias: “Sabemos que se a nossa morada terrestre, este tabernáculo, se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa eterna, não feita por mãos humanas.” Quando Jesus retornar, os cristãos serão ressuscitados e seus corpos transformados em corpos glorificados e eternos. Assim também será com a ressurreição dos mortos: “O que é semeado é perecível, o que é ressuscitado é imperecível; o que é semeado em desonra, é ressuscitado em glória; o que é semeado em fraqueza, é ressuscitado em poder.”

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