O que a Bíblia diz sobre a hospitalidade?
A hospitalidade pode ser definida como “a qualidade ou disposição de receber e tratar convidados e estranhos de forma calorosa, amigável e generosa”. No Novo Testamento, a palavra grega traduzida como “hospitalidade” significa literalmente “amor aos estranhos”. Trata-se de uma virtude que é tanto ordenada quanto elogiada em toda a Escritura. No Antigo Testamento, Deus ordenou: “Quando um estrangeiro viver com você na sua terra, não o maltrate. O estrangeiro que viver com você deve ser tratado como um natural. Ame-o como a si mesmo, pois vocês também foram estrangeiros no Egito”.
Durante Seu ministério público, Jesus e Seus discípulos dependeram inteiramente da hospitalidade alheia enquanto levavam Sua mensagem de cidade em cidade. Da mesma forma, os primeiros cristãos haviam se apoiado e recebido hospitalidade de outras pessoas. Naquela época, os viajantes dependiam bastante da generosidade de estranhos, pois as viagens eram perigosas, havia poucas hospedarias e os cristãos mais humildes não podiam pagar por elas. Essa oferta generosa aos estrangeiros incluía, inclusive, abrir a própria casa para a realização dos serviços de igreja. A hospitalidade era, sem dúvida, uma virtude altamente valorizada nos tempos antigos, especialmente para os líderes cristãos.
O autor de Hebreus nos lembra para não nos esquecermos de “entreter os estrangeiros, pois, ao fazê-lo, alguns sem perceber entreteram anjos”. Já no livro de Gênesis, lemos sobre a atitude humilde e generosa de Abraão, que recebeu três estrangeiros. Mesmo sendo rico e já em idade avançada, Abraão não delegou essa tarefa a um de seus muitos servos, mas, de forma hospitaleira e justa, ofereceu aos visitantes o melhor que tinha. Como resultado, Abraão acabou tendo em sua casa não só o Senhor, mas também dois anjos.
Os cristãos são “a obra-prima de Deus, criados em Cristo Jesus para praticar boas obras”. Como seguidores de Cristo, imitamos Seu amor e compaixão ao demonstrarmos hospitalidade, não somente aos outros cristãos, mas, sobretudo, aos estranhos e aos mais necessitados. Ao sermos gentis com os que precisam, honramos a Deus. Jesus ensinou: “Quando você fizer um banquete, convide os pobres, os inválidos, os mancos e os cegos, e você será abençoado”. Além disso, Cristo nos instruiu a amar o próximo como a nós mesmos e a parábola do Bom Samaritano mostra que “próximo” não tem relação exclusiva com a geografia, a cidadania ou a raça. Onde e quando as pessoas precisarem, podemos ser seus vizinhos e, como Cristo, demonstrar misericórdia. Essa é a essência da hospitalidade.
No Evangelho de Mateus, Jesus fala sobre o comportamento hospitaleiro dos que herdarão o reino: “Pois tive fome e vocês me deram de comer, tive sede e vocês me deram de beber, fui estrangeiro e vocês me acolheram, precisei de roupas e vocês me vestiram, estive enfermo e vocês cuidaram de mim, estive na prisão e vocês foram me visitar”. Atualmente, muitas vezes não damos a devida atenção à arte de receber estranhos, mas a hospitalidade continua sendo uma parte importante do ministério cristão. Ao servir aos outros, servimos a Cristo e promovemos a disseminação da verdade de Deus.






