O que a Bíblia diz sobre magia, magos e ilusionistas?
Existe uma diferença entre os magos mencionados na Bíblia e os magos e ilusionistas que vemos hoje em festas e apresentações teatrais. Os magos bíblicos ou obtinham seu poder por meio de forças demoníacas ou eram pouco mais do que charlatães que fingiam ter um grande conhecimento, desvendar segredos, prever o futuro ou contar fortunas.
A palavra “magia” aparece seis vezes na Bíblia – três vezes no Antigo Testamento e três no Novo Testamento. Em contrapartida, o termo “mago(s)” é mencionado 15 vezes. Sabemos que os egípcios adoravam muitos deuses e que a magia desempenhava um papel importante nos rituais dos seus sumos sacerdotes, fazendo com que acreditassem que seus deuses possuíam um poder real. Em Gênesis, são citados magos a serviço do faraó. Porém, é interessante notar que esses magos eram incapazes de interpretar o sonho do faraó, o que levou à convocação de José, que o interpretou corretamente, transmitindo as palavras que Deus lhe concedera.
No livro do Êxodo, há menção aos magos que praticavam as chamadas “artes secretas”, trazendo à tona rãs e, com isso, tentando imitar a praga que Deus havia lançado sobre a terra do Egito por meio de Moisés. Nesse contexto, a magia foi usada para zombar de Deus, replicando milagres que eram exclusivos do poder divino. A magia e a feitiçaria tiveram papel central na religião politeísta do Egito, com antigos documentos registrando as atividades dos magos, como a arte de encantar serpentes. Esses homens se autodenominaram “sábios” e “feiticeiros”, representando os mais instruídos e também os líderes religiosos da época. Dois desses homens, chamados Jannes e Jambres, são mencionados em 2 Timóteo 3:8. Qualquer poder sobrenatural que possuíssem vinha de Satanás (2 Coríntios 11:13-15). Se não lhes fosse concedida inspiração sobrenatural, limitavam-se a utilizar ilusão óptica, truques de mágica com jogo de mãos ou uma manipulação física refinada, por exemplo, com cobras. De qualquer forma, o seu objetivo sempre foi o engano, e eram hábeis o bastante para iludir o faraó e seus servos.
Quanto aos magos e ilusionistas de hoje, se exercem sua arte apenas como forma de entretenimento, provavelmente não há problema em se maravilhar com suas apresentações. Porém, se estiverem envolvidos com o oculto, essa é uma prática que os cristãos devem evitar. A dificuldade reside em discernir quais artistas estão associados ao oculto e quais não estão. De qualquer forma, é fundamental recorrer à sabedoria e ao discernimento ao lidar com qualquer forma de magia ou ilusão.






