O que Deus quer de mim?
As pessoas na época do profeta Miquéias reclamavam que Deus nunca estava satisfeito. Ironizavam: “Será que o Senhor se agradará de milhares de carneiros, de dez mil rios de azeite de oliva?” Era a forma deles perguntarem: “O que Deus quer de nós?” Hoje, muitas pessoas sentem que todo o esforço para agradar a Deus é em vão, e também se perguntam: “O que Deus quer de mim?”
Em certa ocasião, Jesus foi questionado sobre qual mandamento da Lei era o maior. Ele respondeu: “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de toda a sua mente e de toda a sua força. O segundo é este: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Não há mandamento maior que estes” (Marcos 12:30–32; cf. Mateus 22:37–39). O que Deus quer é bem simples: Ele quer nós. Todo o nosso serviço a Deus deve fluir desses dois mandamentos do amor; caso contrário, não é um serviço real, mas um esforço meramente carnal. Conforme Romanos 8:8, “os que estão na carne não podem agradar a Deus.”
Primeiramente, Deus quer que confiemos em Seu Filho como Salvador e Senhor (Filipenses 2:9–11). Segundo 2 Pedro 3:9, “o Senhor … tem paciência com vocês, não querendo que nenhum pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento.” Chegamos a conhecer Jesus por meio do arrependimento de nossos pecados e da aceitação d’Ele como nosso sacrifício pessoal (Romanos 10:9; João 1:12). Quando os discípulos de Jesus pediram para que lhes mostrasse o Pai, Ele respondeu: “Quem me viu, viu o Pai” (João 14:9). Deus quer que O conheçamos, e só podemos conhecê-Lo por meio de Jesus.
Em seguida, Deus deseja que “sejamos conformados à imagem de Seu Filho” (Romanos 8:29). O Pai quer que todos os Seus filhos sejam como Jesus. Ele permite que situações em nossa vida nos refinem, eliminando características falhas que nos impedem de nos tornarmos aquilo para o qual Fomos criados (Hebreus 12:7; Tiago 1:12). Assim como Jesus foi obediente ao Pai em tudo, o objetivo de cada filho de Deus deve ser obedecer ao nosso Pai Celestial (João 8:29). Conforme 1 Pedro 1:14–15: “Como filhos obedientes, não se conformem com os desejos que vocês tinham quando viviam na ignorância. Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam vocês também santos em toda a conduta.”
Muitas pessoas, à semelhança dos fariseus na época de Jesus, tentam priorizar ações externas em detrimento da transformação interior do coração (Lucas 11:42). Elas se concentram mais no que fazem do que em quem são. No entanto, a menos que o amor por Deus seja a nossa motivação, as demonstrações exteriores de bondade apenas levam ao orgulho e ao legalismo, os quais não agradam a Deus. Quando nos entregamos totalmente a Ele, o Espírito Santo nos capacita a amar a Deus plenamente e a servi-Lo com a motivação correta. O verdadeiro serviço e a santidade são simplesmente o resultado do Espírito, o transbordar de uma vida dedicada à glória de Deus. Ao focarmos em amar a Deus, em vez de apenas servi-Lo, acabamos fazendo ambos. Se negligenciarmos o relacionamento, nosso serviço deixa de ter utilidade (1 Coríntios 13:1–2).
O profeta Miquéias respondeu à reclamação dos israelitas de que eles não sabiam o que Deus queria deles. Ele disse: “Ele te mostrou, ó homem, o que é bom; e o que o Senhor exige de ti, senão que pratiques a justiça, ames a misericórdia e andes humildemente com o teu Deus?” (Miquéias 6:8). O desejo de Deus para conosco é muito simples. As pessoas tendem a complicar as coisas, adicionando regras e leis humanas que geram frustração e matam a alegria de seguir Cristo (2 Coríntios 3:6). Deus quer que O amemos de todo o coração, permitindo que nossa obediência surja de um desejo sincero de sermos agradáveis a Ele.
Davi compreendeu o que Deus queria quando orou: “Tu não te agradas de sacrifícios; se o fosse, eu os traria; não te deleitas em holocaustos. O sacrifício que agrada a Deus é um espírito quebrantado; ao coração quebrantado e contrito, ó Deus, Tu não desprezarás” (Salmos 51:16–17).






