O que é a Maçonaria e no que os Maçons Acreditam?
A maçonaria e organizações similares, muitas vezes consideradas “secretas”, podem parecer encontros inofensivos de confraternidade que promovem a crença em Deus. No entanto, a maçonaria – também conhecida como “The Craft” – não enfatiza a crença em um único Deus verdadeiro; ao invés disso, cada indivíduo deve agir com coragem, fidelidade e devoção ao seu próprio Deus. Dessa forma, é ensinada a existência de um “Ser Supremo”, independentemente de qual divindade a pessoa escolha adorar, seja o deus do Islã, do Hinduísmo ou de qualquer outra religião. Assim, as crenças maçônicas, que se distanciam dos ensinamentos bíblicos, procuram se apresentar como compatíveis com a fé cristã.

Salvação do Pecado
A visão da Bíblia: Jesus se tornou o sacrifício pelos pecados, derramando o Seu sangue e morrendo como pagamento pelos pecados de todos os que creem.
Maçonaria: O processo de ingresso em uma loja exige que os candidatos deixem de lado a exclusividade de Jesus Cristo como Senhor e Salvador. A ênfase está nas boas obras e na busca da autotransformação, acreditando que, ao participar ativamente da comunidade maçônica, o homem pode se tornar uma versão melhor de si mesmo.
A Visão da Bíblia
A visão da Bíblia: A Bíblia é considerada a Palavra de Deus, sendo inspirada e autoritativa para todas as áreas da vida.
Maçonaria: Para os maçons, a Bíblia é apenas um dos diversos livros sagrados utilizados – juntamente com outras obras de leis sagradas – que possuem a mesma importância, desde que ensinem a existência de um Ser Supremo. Assim, embora a Bíblia seja valorizada por seus membros cristãos, ela não é vista como a exclusiva revelação de Deus.
A Doutrina de Deus
A visão da Bíblia: Existe somente um Deus, e adorar outros deuses ou invocar outras divindades é considerado idolatria, sendo tal comportamento repudiado como um pecado grave.
Maçonaria: Todos os membros devem acreditar em uma divindade. Segundo a maçonaria, apesar das diferentes denominações e nomes, todos estão se referindo à mesma divindade suprema. Nesse sentido, nomes diversos para o “Ser Supremo” são vistos como irrelevantes, pois o foco está na luz divina e não na identidade daquele que a representa.
A Doutrina de Jesus e da Trindade
A visão da Bíblia: Jesus é Deus encarnado e o Segundo na Trindade, sendo plenamente humano e plenamente divino. A Bíblia ensina que as orações devem ser dirigidas em nome de Jesus e proclamadas diante dos outros.
Maçonaria: Não há exclusividade em relação a Jesus Cristo ou à doutrina da Trindade. Na visão maçônica, Jesus é apenas uma entre várias manifestações divinas; ele é comparado a figuras de outras religiões, enfatizando que o nome dado à divindade possui pouca importância quando se reconhece a luz que ela representa.
Natureza Humana e Pecado
A visão da Bíblia: Todos os seres humanos nascem com uma natureza pecaminosa e necessitam de um Salvador para superar o pecado. Devido à queda, a humanidade não possui, por si só, a capacidade de alcançar a perfeição moral.
Maçonaria: Por meio de símbolos e emblemas, é ensinado que o homem não é necessariamente pecador, mas sim alguém em constante processo de aperfeiçoamento. Essa doutrina utiliza a metáfora da pedra bruta – que representa nossa condição natural, rude e imperfeita – e a pedra polida, simbolizando o ideal de perfeição alcançável por meio do esforço pessoal e da educação virtuosa.
Juras e Doutrinas Maçônicas em Conflito com a Fé Cristã
Ao prestar o juramento maçônico, o cristão acaba afirmando crenças que divergem dos ensinamentos bíblicos, tais como:
- A ideia de que a salvação pode ser alcançada por meio das boas obras humanas.
- A visão de que Jesus é apenas um dos muitos profetas igualmente sábios.
- A percepção de que o ingresso na loja se dá em um estado de escuridão espiritual e ignorância, contrastando com a identidade dos cristãos como filhos da luz.
- A identificação do Grande Arquiteto do Universo como uma representação de todas as divindades de todas as religiões.
Ao assumir essas crenças e participar dos rituais maçônicos, o cristão compromete a mensagem do evangelho, servindo de exemplo para os demais membros que depositam sua confiança na salvação promovida pela maçonaria.
Diante das claras divergências com os ensinamentos das Escrituras, conclui-se que um cristão não deve fazer parte de qualquer organização que possua vínculos com a maçonaria.






