Salmo 19:14 declara: “Que as palavras da minha boca e o meditar do meu coração sejam agradáveis a ti, Senhor, minha Rocha e meu Redentor.” O que, então, é a meditação cristã e como os cristãos devem meditar? Infelizmente, a palavra “meditação” pode carregar a conotação de algo místico. Para alguns, meditar é esvaziar a mente enquanto se está sentado em uma posição incomum; para outros, é comunicar-se com o mundo espiritual ao nosso redor. Conceitos como esses definitivamente não caracterizam a meditação cristã.
A meditação cristã nada tem a ver com práticas fundamentadas no misticismo oriental. Exemplos dessas práticas são a lectio divina, a meditação transcendental e diversas formas do que chamamos de oração contemplativa. Todas elas partem da premissa arriscada de que precisamos “ouvir a voz de Deus” não através de Sua Palavra, mas por meio de revelações pessoais durante a meditação. Em diversas comunidades, há pessoas que acreditam estar ouvindo uma “palavra do Senhor”, frequentemente em desacordo umas com as outras e gerando divisões intermináveis no corpo de Cristo. Os cristãos não devem abandonar a Palavra de Deus, que é inspiração divina e serve para ensinar, repreender, corrigir e instruir na justiça, de modo que sejamos completos e preparados para toda boa obra. Se a Bíblia é capaz de nos equipar para toda boa ação, como poderíamos pensar em buscar uma experiência mística em substituição ou complemento a ela?
A meditação cristã deve concentrar-se exclusivamente na Palavra de Deus e no que ela revela sobre Ele e Suas obras. Davi exemplifica isso ao descrever o homem “bem-aventurado” como aquele que tem prazer na lei do Senhor e medita nela dia e noite. A verdadeira meditação cristã é um processo ativo de reflexão, no qual nos dedicamos ao estudo da Palavra, orando sobre ela e pedindo a Deus que nos conceda entendimento por meio do Espírito, que prometeu nos guiar a toda verdade. Em seguida, colocamos esse ensinamento em prática, comprometendo-nos a seguir as Escrituras como regra para a vida enquanto desempenhamos nossas atividades diárias. Esse compromisso resulta em crescimento espiritual e amadurecimento naquilo que diz respeito às coisas de Deus, pois somos continuamente ensinados por Seu Espírito Santo.






