O que é a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados?
Pergunta
Resposta
A Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados é uma organização dirigida pelos líderes das Testemunhas de Jeová. Fundada em 1884 e sediada atualmente em Warwick, Nova York, a Torre de Vigia exerce um controle impecável sobre seus membros e chegou ao ponto de produzir sua própria tradução da Bíblia, conhecida como Tradução do Novo Mundo. Ao longo dos anos, a Sociedade passou por diversos presidentes e se posicionou como uma grande competidora do cristianismo evangélico, afirmando ser os únicos seguidores legítimos do Deus Jeová, ao mesmo tempo em que rejeita e se opõe a várias doutrinas fundamentais da fé cristã histórica.
Desde o início, a Torre de Vigia comete o erro de responder de forma equivocada a uma das questões religiosas mais relevantes: Quem é Jesus Cristo? Seus ensinamentos afirmam que Jesus é a primeira criação do Deus Jeová, e não a encarnação divina, como ensina claramente a Bíblia (Tito 2:13; Colossenses 2:9). Assim, Jesus é colocado na categoria das criaturas, em vez de ser reconhecido como o Criador de todas as coisas (Colossenses 1:16-17; João 1:1-3). Dessa forma, a organização repete os erros do arianismo, condenado como heresia pelo Concílio de Niceia e facilmente refutado por uma leitura equilibrada das Escrituras.
Além disso, desde sua origem a Torre de Vigia nega o ensinamento bíblico do Deus trino – um único Deus manifestado em três Pessoas co-iguais e co-eternas – indo ao extremo de afirmar que o Deus do cristianismo seria uma falsificação satânica. Charles Taze Russell, fundador das Testemunhas de Jeová e ex-presidente da Sociedade, chegou inclusive a qualificar o conceito cristão de Deus como “o próprio diabo”. Assim, o Deus da Torre de Vigia não corresponde ao Deus revelado nas Escrituras, e, por isso, não seria capaz de salvar as pessoas de seus pecados.
No intuito de justificar suas doutrinas por meio da exegese bíblica, a Sociedade produziu, em 1961, sua própria tradução das Escrituras – a Tradução do Novo Mundo. Esta tradução é vista pelas Testemunhas de Jeová como a única interpretação fiel do texto bíblico, sendo o primeiro esforço intencional e sistemático para produzir uma versão completa da Bíblia adaptada para sustentar uma doutrina específica. Contudo, especialistas em grego de diversos espectros teológicos criticaram repetidamente a Tradução do Novo Mundo por apresentar renderizações imprecisas de passagens-chave.
O falecido Dr. Bruce Metzger – ex-professor de Língua do Novo Testamento no Seminário Teológico de Princeton e autor de diversos livros aclamados sobre crítica textual – afirmou que as Testemunhas de Jeová incorporaram em suas traduções do Novo Testamento diversas interpretações equivocadas do grego. Da mesma forma, o Dr. Robert Countess, que defendeu sua tese de doutorado analisando a Tradução do Novo Mundo, expressou que a tradução da Torre de Vigia “falhou de maneira notória em evitar que considerações doutrinárias influenciassem a tradução propriamente dita. Trata-se de um trabalho marcadamente tendencioso e, em determinados momentos, desonesto.”
Outro motivo para rejeitar as alegações da Torre de Vigia é sua longa história de profecias falsas. Em diversas ocasiões, a Sociedade previu o fim do mundo – com datas recentes apontadas para 1946, 1950 e 1975. Tais profecias falsas ganham ainda mais relevância quando comparadas com a afirmação da organização de ser “a verdadeira porta-voz profética de Deus na terra neste tempo”. Esse histórico contrasta fortemente com o padrão estabelecido nas Escrituras para um verdadeiro profeta: “Se o que o profeta proclama em nome do SENHOR não acontecer ou se não se realizar, esse é um sinal de que o SENHOR não o enviou. O profeta falou presumidamente. Não o temam.” (Deuteronômio 18:22).
Além disso, a Torre de Vigia mantém práticas de manipulação sectária ao impor restrições aos seus membros, como a proibição do serviço militar, a celebração de feriados e até mesmo o aceno do braço da nação. Tais restrições fundamentam-se na falsa alegação de ser a única coletividade organizada do povo de Jeová. A organização conclui que todas as atividades não relacionadas à ela – o “sistema mundial” – estão ligadas a Satanás, o que inclui, por exemplo, a prática das transfusões de sangue. A Torre de Vigia defende que uma transfusão de sangue “pode prolongar a vida de forma imediata e temporária, mas ao custo da vida eterna para um cristão.” Essa interpretação equivoca o ensino bíblico que proíbe o consumo de sangue (Gênesis 9:4; Atos 15:28-29), consequência que, na prática, já resultou na perda de vidas de muitos membros da organização, inclusive crianças.
Apesar desse histórico de profecias falsas, do isolamento sectário de seu próprio povo e da tradução flagrantemente distorcida da Bíblia para justificar suas doutrinas, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados continua a conquistar conversos desavisados a cada ano. Cabe aos cristãos fiéis à Bíblia estar preparados para refutar tais erros com uma doutrina sólida (Tito 1:9), lembrando, como diz Judas, que devemos “contender ardorosamente pela fé que uma vez foi entregue aos santos.”






