Reavivamento refere-se a um despertar espiritual a partir de um estado de dormência ou estagnação na vida de um crente. Engloba o ressurgimento do amor por Deus, a apreciação da santidade divina, uma paixão por Sua Palavra e Sua igreja, a consciência convicta do pecado pessoal e coletivo, um espírito de humildade e o desejo de arrependimento e crescimento na retidão. O reavivamento fortalece e, muitas vezes, aprofunda a fé, abrindo os olhos para a verdade de uma forma renovada. Geralmente, implica um recomeço, uma nova etapa de vida vivida em obediência a Deus, rompendo o feitiço e o poder deste mundo que cega os homens e gerando a vontade e capacidade de viver no mundo, mas sem ser dele.
Nos Estados Unidos, o primeiro reavivamento – também conhecido como o Primeiro Grande Despertar – despertou um intenso sentimento de devoção entre os protestantes nas décadas de 1730 e 1740, marcando de forma permanente a religião americana. Esse movimento foi impulsionado por pregações poderosas que trouxeram à tona a consciência da culpa pessoal e a grandiosidade da salvação por meio de Cristo. Ao romper com rituais secos e cerimônias mecânicas, o Grande Despertar tornou o cristianismo profundamente pessoal, criando uma necessidade emocional pelo relacionamento com Cristo.
O reavivamento, de certa forma, reproduz a experiência vivida pelo crente com sua salvação. Ele é iniciado por um impulso do Espírito Santo, revelando a percepção de que algo está faltando ou errado na vida, algo que somente Deus pode corrigir. Dessa forma, o cristão é chamado a reconhecer sinceramente sua necessidade. Em seguida, o Espírito Santo remove o véu que o mundo impõe sobre a verdade, permitindo que os crentes se vejam em comparação com a majestade e a santidade de Deus, o que naturalmente traz humildade e admiração por Sua graça surpreendente.
Diferentemente da experiência de conversão que inaugura um novo relacionamento com Deus, o reavivamento representa a restauração da comunhão com Ele, mantendo essa relação, mesmo após períodos de afastamento. Deus, por meio do Espírito Santo, nos chama ao reavivamento em diversas situações. As cartas às igrejas revelam circunstâncias que podem demandar esse despertar espiritual. Na carta à Éfeso, por exemplo, embora a igreja fosse elogiada por sua perseverança e discernimento, foi ressaltado o abandono do primeiro amor. Muitas vezes, à medida que o entusiasmo pela aceitação em Cristo diminui, o zelo inicial se esvai, e passamos a cumprir rituais sem sentir a verdadeira alegria de servir a Deus. O reavivamento restaura esse primeiro amor e a paixão por Cristo.
Em situações de perseguição intensa, como aconteceu com a igreja em Smyrna, as dores e preocupações da vida podem nos sobrecarregar a ponto de nos deixarem exaustos física, emocional e espiritualmente. Nesses momentos, o reavivamento pode elevar nosso ânimo, renovando nossa esperança e fé. Além disso, ele nos ajuda a discernir os valores que realmente importam, evitando o comprometimento com os valores do mundo e a influência de doutrinas falsas nas igrejas. Ao incentivar a comparação constante com a mensagem bíblica, o reavivamento orienta os crentes na busca pela verdade.
O reavivamento resgata a essência da vida espiritual, impedindo que a igreja se torne uma entidade meramente formal e vazia. Ele nos alerta contra a complacência, incentivando uma vida frutífera, repleta de oração, estudo e obediência à Palavra de Deus. As evidências de um reavivamento incluem vidas transformadas, movimentos significativos em prol da retidão, do evangelismo e da justiça social; crentes que passam a empregar seus dons espirituais de forma intensa, acompanhados de confissão sincera e arrependimento.
Se você deseja saber mais sobre o reavivamento de 2023 na Asbury University, confira nosso episódio de podcast: Assista aqui.






