O que podemos aprender com a tribo de Efraim?

O que podemos aprender com a tribo de Efraim?

As doze tribos de Israel foram nomeadas a partir dos filhos de Jacó ou, no caso de Efraim (e Manassés), de seus netos. Efraim nasceu no Egito, da esposa de José, Asenate. José nomeou seu segundo filho “Efraim” pois reconheceu que “Deus me fez frutificar na terra da minha aflição”. Quando Jacó abençoou seus netos, Efraim e Manassés, optou por, contrariando os protestos de José, abençoar primeiro o mais jovem, indicando que Efraim seria maior que Manassés.

Ao longo do Antigo Testamento, o nome Efraim muitas vezes representa as dez tribos que compunham o Reino do Norte de Israel, não se restringindo apenas à tribo individual batizada em homenagem ao filho de José. O Reino do Norte, também chamado de “Israel”, foi levado ao cativeiro pelos assírios em 722 a.C., enquanto o Reino do Sul, conhecido como Judá, foi conquistado pelos babilônios quase 140 anos depois, em 586 a.C.

Aprendemos com a tribo de Efraim – e com as demais tribos – sobre a nossa essência humana. A trajetória dos primeiros israelitas revela a nossa natureza falha e pecaminosa. Conforme consta no livro de Romanos, “todos pecaram e carecem da glória de Deus”.

Há vários episódios na história de Efraim dos quais podemos extrair lições. Embora Deus tenha dotado a tribo de guerreiros e combatentes valentes, Efraim não seguiu a ordem divina de expulsar os cananeus da Terra Prometida.

Durante o período dos juízes, os efraimitas ficaram indignados com Gideão, pois ele, inicialmente, não os havia convocado para enfrentar os midianitas. Com sabedoria, Gideão demonstrou bondade e valorizou o comprometimento dos efraimitas, o que ajudou a evitar que a situação se agravasse.

Contudo, o orgulho, a inveja e o egocentrismo de Efraim voltaram a causar problemas. Quando Jefté optou por lutar contra os amonitas sem contar com o auxílio dos guerreiros efraimitas, uma guerra civil irrompeu, resultando na morte de 42 mil combatentes da tribo. Esse episódio nos lembra do ensinamento de Jesus no Sermão da Montanha, no qual somos chamados a buscar primeiro o reino de Deus, deixando de almejar a glória pessoal, pois toda honra pertence somente a Deus.

Muitas vezes, Deus nos utiliza de maneiras que não correspondem às nossas expectativas de grandeza ou espetáculo. Será que nos entregamos ao descontentamento? Ansiamos por reconhecimento? Conquistamos controlar nosso orgulho e inveja, aceitando a vontade divina? Assim como os efraimitas, muitos de nós enfrentam dificuldades para aprender essas lições.

Outras lições retiradas da história de Efraim ampliam a compreensão sobre a complexidade do comportamento humano. Embora a tribo tenha se afastado de Deus e praticado atos perversos, também vemos momentos em que ela reconheceu a necessidade de arrependimento e de seguir as orientações dos profetas.

A maior lição que a história de Efraim nos proporciona é a demonstração do amor incondicional de Deus, que nos ama como o Pai perfeito, mesmo diante das nossas falhas. Ele é paciente e misericordioso além da nossa compreensão, ouve nossos clamores, nos disciplina e guia, reconhecendo o nosso arrependimento e desejando que tenhamos uma comunhão plena com Ele.

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