Por que devo me casar?

Por que devo me casar?

Muitas culturas no mundo de hoje estão perdendo a compreensão do que o casamento foi projetado para ser. Vivemos em um mundo que ensina que devemos conseguir o que queremos por qualquer meio. O casamento, às vezes, é visto como uma forma de confinamento que pode prejudicar nossa capacidade de ter o que desejamos sempre que quisermos. Atualmente, o casamento é até mesmo zombado como uma instituição arcaica que perdeu sua relevância. No entanto, o casamento é tão válido e deve ser honrado hoje quanto sempre foi (Hebreus 13:4).

O primeiro casamento ocorreu quando Deus criou Adão e Eva, unindo-os em um pacto e fazendo com que se tornassem uma só carne. A ideia de “uma só carne” implica um selo inquebrável, destinado a durar por toda a vida. Quando Jesus foi questionado sobre o divórcio, Ele respondeu: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne… Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe” (Mateus 19:5-6). É importante notar que é Deus quem une um homem e uma mulher no casamento. Em Malaquias 2:14, Deus nos lembra que Ele é “testemunha entre você e a mulher da sua juventude”. Deus concebeu o casamento como a união de um homem e uma mulher para toda a vida, e qualquer desvio desse plano distorce Sua intenção (Mateus 19:8; Romanos 1:26-27). Deus leva o casamento muito a sério.

Deus, e não o homem, criou o casamento e o definiu no Éden (Gênesis 2:24). Quando Deus criou o primeiro homem à Sua imagem (Gênesis 1:27; 2:7), Ele deu a esse homem tudo o que ele precisava para ser pleno. Contudo, Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só. Farei uma auxiliadora que lhe seja adequada” (Gênesis 2:18). Assim, Deus criou uma mulher a partir do lado de Adão e a apresentou a ele. Criou a mulher a partir do próprio corpo do homem e a trouxe para ele (Gênesis 2:21–22). Tanto o homem quanto a mulher foram criados à imagem de Deus, e o casamento é o meio pelo qual o masculino e o feminino se conectam de forma mais íntima. Juntos, em um relacionamento de aliança para a vida toda, eles refletem uma imagem vibrante do caráter, da unidade e da comunhão de Deus.

Deus intencionalmente proporcionou uma mulher que seria diferente de Adão, mas perfeitamente adequada a ele. Quando Deus criou Eva, Adão deixou de ficar sozinho e pôde trabalhar com ela para cumprir os propósitos e o design de Deus para o casamento. Em uma companhia íntima, marido e mulher vivem os caminhos de Deus, amam-se mutuamente e se incentivam a amar e a realizar boas obras (Hebreus 10:24), de maneira única em comparação a outros tipos de relacionamentos.

Deus também criou os corpos e as almas masculinos e femininos de forma a complementarem-se, de tal maneira que, fisicamente, se tornam “uma só carne” no casamento (Gênesis 2:24). Em um relacionamento comprometido, amoroso e duradouro, o homem e a mulher podem amar-se não apenas de forma prática, mas também física e emocionalmente. O relacionamento sexual é um dom exclusivo entre marido e mulher, destinado a unir o casal de forma altruísta em prazer, deleite, unidade e proteção. Hebreus 13:4 destaca a importância de honrar a relação sexual no casamento: “O casamento deve ser honrado por todos, e o leito conjugal deve ser mantido puro, pois Deus julgará os imorais e os adúlteros.” Deus projetou o sexo para ser desfrutado apenas dentro dos limites do casamento. Engajar-se em atividades sexuais com alguém que não seja o próprio cônjuge é pecado e conduz a mágoas e desastres (Provérbios 6:26-29; 1 Coríntios 6:18).

A união sexual foi projetada, em parte, para gerar filhos (Gênesis 1:28) e produzir descendentes piedosos que carreguem o nome de Deus e reflitam Sua imagem (Gênesis 1:26–28; 2:22–24; Malaquias 2:15). A reprodução humana foi o primeiro mandamento declarado por Deus para Adão e Eva unidos. O casamento, que é a primeira e mais fundamental instituição de Deus, foi criado para ser a base da estrutura familiar. Em um lar estável, as crianças podem ser criadas “na instrução e admoestação do Senhor” (Efésios 6:4). Seguindo o design de Deus para a família e os papéis de cada membro, a família pode crescer e prosperar (1 Coríntios 7:2-5, 10-16; Efésios 5:21-33; Colossenses 3:18-21).

Ao longo da Bíblia, Deus utiliza o casamento como uma metáfora para Seu relacionamento com Seu povo (Oséias 2:19–20). No Antigo Testamento, Deus usou imagens relacionadas ao casamento para explicar Seu amor e compromisso para com Israel. Quando a nação de Israel se rebelou contra Ele, Deus expressou a dor e o ciúme de um homem que teve uma esposa infiel: “Assim como uma mulher infiel para com seu marido, assim você, Israel, tem sido infiel a mim”, declara o Senhor (Jeremias 3:20). No Novo Testamento, o casamento é utilizado como ilustração de Cristo e Sua relação com Sua Noiva, a Igreja. Paulo escreve: “Tenho zelo por vocês com um zelo de Deus. Prometi a vocês um só marido, a saber, Cristo, para que eu possa apresentá-los como uma virgem pura a Ele” (2 Coríntios 11:2; cf. Efésios 5:31–32). O desígnio de Deus para o casamento é que este seja uma aliança inquebrável, tal qual Ele estabeleceu com Seu povo.

Então, por que alguém deve se casar?

  1. Compromisso e aliança — Deus criou o casamento para ser uma aliança inquebrável. Nesse compromisso para toda a vida, há segurança ao saber que, independentemente das circunstâncias — doença ou saúde, pobreza ou riqueza, desastre ou celebração — seu cônjuge estará ao seu lado, comprometido em amá-lo e buscar o seu melhor.
  2. Companhia e suporte — Deus disse que não era bom o homem estar sozinho (Gênesis 2:18). O casamento cria uma companhia inerente e um suporte comprometido para enfrentar os altos e baixos da vida. Você será visto e amado por quem você realmente é. O encorajamento, uma perspectiva diferente, um ouvido atento e outros aspectos ajudam a moldá-lo na pessoa que Deus o criou para ser (Provérbios 27:17). Marido e esposa podem correr juntos a corrida da vida com perseverança (Hebreus 12:1), cumprindo uma missão em conjunto.
  3. Famílias estáveis — Famílias são os alicerces da sociedade, e elas começam com um marido e uma esposa. Deus uniu o homem e a mulher no casamento, em parte, para produzir filhos piedosos (Gênesis 1:26–28; 2:22–24; Malaquias 2:15). Famílias estáveis proporcionam a solidez necessária para que as crianças possam se desenvolver plenamente. Famílias estáveis criam sociedades estáveis.
  4. Intimidade — O casamento foi idealizado para prosperar em segurança e proteção, permitindo que os parceiros se sintam à vontade e sem vergonha em sua vulnerabilidade (Gênesis 2:25). Isso se aplica não apenas à intimidade sexual, mas também ao aspecto espiritual, emocional, mental e físico. A intimidade em um casamento saudável e piedoso se fortalece com o tempo.
  5. Semelhança com Cristo — O casamento é um ambiente único onde duas pessoas se tornam uma só. Nesse relacionamento comprometido, amoroso e íntimo, homens e mulheres podem expor suas fragilidades e experienciar um ambiente de amor onde podem crescer e se assemelhar a Cristo.
  6. Cristo e a Igreja — O casamento representa Cristo e Sua relação com a Igreja (Efésios 5:22-32). Um casamento piedoso é uma poderosa ferramenta de evangelismo para alcançar o mundo.

Embora o casamento seja um presente que Deus concebeu intencionalmente com propósitos específicos, não há nenhum mandamento na Escritura de que todos devam se casar. De fato, o apóstolo Paulo valorizou o estado de solteirice como uma forma de dedicar mais tempo ao serviço a Deus (1 Coríntios 7:7-9, 32-35). Há aqueles que não sentem a necessidade de se casar e outros que, porventura, não encontram um cônjuge adequado, e isso não apresenta nenhum problema. As pessoas solteiras também refletem a imagem de Deus e podem ter vidas plenas. Elas encontram apoio emocional através de amigos, familiares e oportunidades de ministério. No entanto, nossa sociedade passou a equiparar a solteirice à imoralidade sexual, o que está muito longe da verdade. A promoção da solteirice por Paulo pretendia permitir que a pessoa se concentrasse integralmente nas coisas de Cristo. A condição de solteiro nunca deve ser usada como justificativa para viver em pecado sexual. Mas, se uma pessoa solteira souber controlar suas paixões e viver uma vida moralmente pura, não há motivo para sentir-se pressionada a se casar (1 Coríntios 7:37). Deus pode ser glorificado tanto por aqueles que se casam quanto pelos que permanecem solteiros.

Para aqueles que optam pelo casamento, essa união continua sendo igualmente válida e digna de honra, assim como era no Jardim do Éden. Conforme Paulo exorta todos os crentes, que marido e mulher “sejam completamente humildes e gentis; tenham paciência, suportando uns aos outros em amor. Esforcem-se ao máximo para manter a unidade do Espírito por meio do vínculo da paz” (Efésios 4:2-3). Ao seguirmos o design e os propósitos de Deus, que nossos casamentos reflitam o caráter, o amor e a unidade divinos.

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