Qual é a origem do Dia de São Valentim e os cristãos devem celebrá-lo?
O primeiro registro de um cartão de São Valentim data de cerca de 1806. Quase um bilhão de cartões são enviados a cada ano, por volta do dia 14 de fevereiro, e 85% desses cartões são adquiridos por mulheres. Essa tradição ocupa o segundo lugar em número de cartões enviados, ficando atrás apenas dos cartões de Natal.
A história do Dia de São Valentim é um tanto obscura e cheia de versões. São Valentim serviu no século III, em Roma, numa época em que o imperador Cláudio II decidiu que homens solteiros eram melhores soldados e, por isso, proibiu os soldados de se casarem. Uma das versões conta que Valentim continuou realizando casamentos de jovens soldados apaixonados, o que levou Cláudio a prisar o santo. Durante seu cativeiro, ele teria se apaixonado pela filha do carcereiro, enviando-lhe uma mensagem de carinho assinada como “Com amor, seu Valentim”. Outra versão da história diz que ele desafiou Cláudio II ajudando os cristãos a escaparem da tortura imposta pelos romanos.

Valentim faleceu por volta do ano 270 d.C. Alguns defendem que a igreja escolheu celebrar essa data em meados de fevereiro para “cristianizar” a antiga festividade pagã romana conhecida como Lupercália. O primeiro cartão de São Valentim enviado nos Estados Unidos foi mandado na década de 1840 por Esther Howgald. Hoje em dia, é comum mimar um ente querido nessa data, uma vez que presentear com flores, chocolates e cartões transmite amor, carinho e amizade.
Não existe nenhum motivo bíblico que impeça os cristãos de celebrarem o Dia de São Valentim. Assim como acontece com qualquer outra festividade, a decisão de participar deve ser feita pelo indivíduo em diálogo com Deus. Enquanto alguns acreditam firmemente que a observância de qualquer feriado secular é inadequada, outros enxergam a prática como algo inofensivo. O importante é lembrar que a escolha de celebrar ou não esses dias especiais não deve ser motivo de orgulho nem de divisão entre os cristãos.






