Quem foi Esdras na Bíblia?
Esdras foi o segundo de três líderes fundamentais que deixaram a Babilônia para a reconstrução de Jerusalém. Zerubabel reconstruiu o templo, Neemias reconstruiu os muros, e Esdras restaurou o culto. Sacerdote e escriba, Esdras foi enviado com poderes religiosos e políticos pelo rei persa Artaxerxes para conduzir um grupo de exilados judeus da Babilônia a Jerusalém. Ele condenou casamentos mistos e incentivou os judeus a se divorciarem e expulsarem suas esposas estrangeiras. Esdras também renovou a celebração dos festivais e apoiou a rededicação do templo e a reconstrução do muro de Jerusalém. Seu objetivo era moldar a comunidade de acordo com a Torá, tornando-a um modelo de liderança, com sua impecável credencial sacerdotal e escritural.
O livro de Esdras retoma a narrativa a partir do término de 2 Crônicas, com Ciro, rei da Pérsia, emitindo um decreto que permitiu aos judeus do seu reino retornarem a Jerusalém após setenta anos de cativeiro. Deus, soberano em todo o universo, pôde usar até mesmo um rei politeísta da Pérsia para viabilizar a libertação de Seu povo. Ele empregou Artaxerxes, outro rei persa, para autorizar e financiar a viagem, e Esdras para ensinar a Sua Lei. Esse mesmo rei também ajudou Neemias a restaurar um mínimo de respeito à cidade sagrada de Deus.
O ministério eficaz de Esdras incluiu o ensino da Palavra de Deus, a promoção de reformas, a restauração do culto e o incentivo a um renascimento espiritual em Jerusalém. Tais reformas enfatizavam a importância de manter uma boa reputação e uma imagem pública digna. Afinal, como o mundo poderia ver o povo de Deus com muros dilapidados? E o que distinguiria os que, por intercasamento, não se relacionavam propriamente com o único Deus verdadeiro? Neemias e Esdras foram, e continuam sendo, um incentivo para que o povo de Deus coloque o culto como prioridade, enfatizando o uso da Palavra de Deus como a única regra autoritativa para a vida.
Ao retornar do cativeiro na Babilônia, Esdras esperava encontrar o povo servindo ao Senhor com alegria, mas, ao chegar a Jerusalém, deparou-se com o oposto. Frustrado e entristecido, seu coração doía, mas sua confiança no Senhor permanecia intacta. Ele desejava uma mudança na situação e se culpava por não conseguir transformar o coração do povo. Esdras queria que todos compreendessem a importância e a essencialidade da Palavra de Deus, enfatizando que nada deveria superar o culto ao Senhor e que a obediência não era opcional. O Deus soberano vela por Seus filhos, mantendo Suas promessas e oferecendo encorajamento por meio daqueles que Ele envia.
Mesmo quando o plano divino parece ser interrompido – como na reconstrução de Jerusalém –, Deus intervém no momento oportuno para dar continuidade à Sua obra. Ele esteve tão intimamente envolvido na vida de Esdras que permitiu que realizasse o impossível. Assim como Esdras, cada crente é um templo vivo, habitado pelo Espírito Santo. Enquanto os opositores na época de Esdras eram pessoas com a maldade em seus corações, hoje o adversário é o próprio mal, simbolizado pelo diabo, que busca nos destruir e destruir o templo de Deus.
Nossos objetivos devem ser dignos aos olhos de Deus. As tristezas de ontem podem se transformar em sucessos hoje, se contarmos com a mão do Senhor. Esdras usou com eficácia as dificuldades enfrentadas pelos judeus que retornavam para reconstruir a cidade de Deus e restaurar o culto, demonstrando o que é considerado digno aos olhos do Altíssimo.






