Se o nome Dele era Yeshua, por que o chamamos de Jesus?

Questão

Algumas pessoas afirmam que nosso Senhor não deveria ser chamado de “Jesus”. Em vez disso, deveríamos usar apenas o nome “Yeshua”. Algumas chegam a dizer que chamá-Lo de “Jesus” é uma blasfêmia, enquanto outras detalham que o nome “Jesus” não é bíblico por conta de a letra J ser uma invenção moderna, inexistente em grego ou hebraico.

Yeshua é o nome hebraico, cuja grafia em inglês é “Joshua”. Já Iesous é a transliteração grega do nome hebraico, e sua grafia em inglês é “Jesus”. Assim, os nomes “Joshua” e “Jesus” são, essencialmente, o mesmo; ambos são pronúncias em inglês dos nomes hebraico e grego para nosso Senhor. (Como exemplos de como os dois nomes são intercambiáveis, veja referências bíblicas que demonstram que, em determinados contextos, “Jesus” se refere ao personagem do Antigo Testamento conhecido como Joshua.)

Mudar o idioma de uma palavra não altera seu significado. Chamamos de “livro” um conjunto de páginas encadernadas; em alemão, “Buch”; em espanhol, “libro”; e em francês, “livre”. O idioma muda, mas o objeto em si permanece o mesmo. Como Shakespeare afirmou em Romeu e Julieta, “O que chamamos de rosa / Por qualquer outro nome teria o mesmo perfume”. Da mesma forma, podemos nos referir a Jesus como “Jesus”, “Yeshua” ou “YehSou” (em cantonês) sem alterar Sua natureza. Em qualquer idioma, o nome Dele significa “O Senhor é Salvação”.

Quanto à controvérsia sobre a letra J, trata-se de uma questão sem grande relevância. É verdade que os idiomas originais da Bíblia não possuíam a letra J, mas isso não implica que a Bíblia jamais se refira a “Jerusalém” ou “Judá”, nem impede o uso da grafia “Jesus”. Se uma pessoa fala e lê em inglês, é aceitável que ela utilize a forma de escrita apropriada à língua. As grafias podem variar dentro do mesmo idioma: enquanto os americanos escrevem “Savior”, os britânicos preferem “Saviour”. A inclusão ou exclusão de um u não tem relação com a identidade de quem estamos tratando. Jesus, Yeshuah e Iesus referem-se à mesma Pessoa.

A Bíblia em nenhum momento ordena que Seu nome seja pronunciado ou escrito exclusivamente em hebraico ou grego, tampouco insinua tal exigência. Ao contrário, quando a mensagem do evangelho foi proclamada no Dia de Pentecostes, os apóstolos falaram nas línguas dos “Partos, Medos e Elamitas; residentes da Mesopotâmia, Judeia e Capadócia, Ponto e Ásia, Frígia e Panfília, Egito e das regiões da Líbia próximas a Cirene”. Pelo poder do Espírito Santo, Jesus foi revelado a grupos linguísticos diversos de modo que pudessem compreendê-Lo facilmente. A forma da grafia jamais foi determinante.

Referimo-nos a Ele como “Jesus” porque, como falantes de inglês, O conhecemos por meio das traduções inglesas do Novo Testamento grego. As Escrituras não atribuem valor superior a nenhum idioma, tampouco sugerem que devamos recorrer ao hebraico ao nos dirigirmos ao Senhor. O comando é “invocar o nome do Senhor”, com a promessa de que “seremos salvos”. Seja em inglês, coreano, hindi ou hebraico, o resultado é o mesmo: o Senhor é a salvação.

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