A Bíblia profetiza um governo mundial e uma moeda única nos tempos finais?
Pergunta
A Bíblia não utiliza as expressões governo mundial ou moeda única mundial ao se referir aos tempos finais. Entretanto, ela apresenta evidências suficientes para concluirmos que ambos existirão sob o domínio do Anticristo nos últimos dias.

Resposta
Na sua visão apocalíptica, descrita no livro do Apocalipse, o apóstolo João visualiza a “besta” — identificada como o Anticristo — emergindo do mar com sete cabeças e dez chifres. Comparando essa visão com a de Daniel, conclui-se que algum tipo de sistema de governança mundial será instaurado pela besta, especificamente pelo “chifre mais poderoso”, que “fará guerra contra o povo santo de Deus e os vencerá”. A confederação de dez nações também é ilustrada na estátua descrita em Daniel, na qual o governo mundial final consiste de dez entidades representadas pelos dez dedos dos pés da estátua. Independentemente de quem sejam essas dez nações ou de como se unirão, as Escrituras deixam claro que a besta subjugará três delas, enquanto as demais obedecerão aos seus desígnios.
João descreve o governante desse vasto império como alguém a quem Satanás próprio concedeu grande poder e autoridade. Esse líder receberá adoração de “todo o mundo” e exercerá controle sobre “toda tribo, povo, língua e nação”. Ele será, de fato, o líder de um governo mundial reconhecido como soberano sobre todos os demais. Observa-se que, atualmente, nações estão dispostas a ceder parte de sua soberania em questões como o combate às mudanças climáticas; é fácil imaginar que os desastres e pragas descritos no Apocalipse desencadearão uma crise de proporções tão monumentais que os países abraçarão qualquer proposta de solução.
Uma vez consolidado o poder, a besta (ou Anticristo) e a influência por trás dele (Satanás) buscarão estabelecer um controle absoluto. Ao exigir adoração, Satanás se aproxima do objetivo de se igualar a Deus, conforme sugerido em passagens de Isaías. Para controlar plenamente as pessoas, será necessário dominar também o comércio. O Apocalipse descreve como isso ocorrerá: todos — “grandes e pequenos, ricos e pobres, livres e escravos” — serão obrigados a receber algum tipo de marca em suas mãos direitas ou testas para poder comprar e vender. Sem dúvida, a maioria das pessoas aceitará a marca por necessidade de sobrevivência. Esse novo sistema de comércio será universal, compulsório e estará intrinsecamente associado à adoração da besta. Embora haja muita especulação sobre a forma e o modo de aplicação dessa marca, as tecnologias atualmente disponíveis tornariam essa implementação bastante viável.
Aqueles que restarem após o arrebatamento enfrentarão uma escolha angustiante: aceitar a marca da besta ou arriscar a fome e a perseguição severa promovida pelo Anticristo e seus seguidores. Contudo, os que se voltarem para Cristo nesse período — cujos nomes estiverem escritos no livro da vida do Cordeiro — optarão por perseverar, mesmo que isso signifique o martírio.






