Ainda é possível ressuscitar os mortos hoje?

É possível ressuscitar os mortos hoje?

A Bíblia registra várias ocasiões em que pessoas foram literalmente ressuscitadas dos mortos. No Antigo Testamento, o profeta Elias clamou a Deus e viu o filho de uma viúva ser restaurado à vida. Eliseu também ressuscitou o filho de uma mulher sunamita e, de maneira surpreendente, um homem morto foi revivido quando seu corpo entrou em contato com os ossos de Eliseu. No Novo Testamento, Jesus ressuscitou a filha de Jairo, o filho da viúva de Naim e Lázaro, que foi tirado do túmulo após quatro dias. Após a crucificação de Jesus, eventos ainda mais notáveis ocorreram: “os sepulcros se abriram e muitos corpos de santos foram ressuscitados”. Os apóstolos também obtiveram poder sobre a morte, como quando Pedro ressuscitou Tabita e Paulo ressuscitou Eutico.

Esses relatos demonstram, sem sombra de dúvida, que trazer os mortos de volta à vida não está fora do poder de Deus. A Escritura afirma que Jesus Cristo é imutável, permanecendo o mesmo ontem, hoje e para sempre. Como o caráter e o poder de Deus não mudam, conclui-se que ressuscitar os mortos continua sendo possível hoje, se assim Ele escolher. Não há indicação de que essa habilidade tenha sido retirada dos Seus propósitos soberanos; ao contrário, somos lembrados de que “todas as coisas são possíveis para Deus”.

A questão, então, não é se Deus pode ressuscitar os mortos — Ele certamente pode — mas se Ele ainda o faz atualmente. Alguns crentes, em diversas partes do mundo, compartilham testemunhos de ressuscitações aparentes em resposta a orações fervorosas. Embora esses relatos sejam difíceis de verificar, o princípio bíblico permanece verdadeiro: “a oração do justo é poderosa e eficaz”. O mesmo Deus que ressuscitou Jesus dentre os mortos continua vivo e atuante no mundo. O poder da ressurreição que levantou Cristo está disponível para aqueles que creem.

É importante lembrar, entretanto, que os milagres de Deus são realizados conforme a Sua vontade, e não de acordo com nossas exigências. Em certa ocasião, Jesus permitiu que Lázaro morresse para que uma glória ainda maior pudesse ser revelada por meio de sua ressurreição. Da mesma forma, hoje, Deus pode escolher manifestar Sua glória concedendo intervenções milagrosas ou, em outros momentos, demonstrá-la através do consolo, da graça sustentadora e do apontar para a esperança definitiva da ressurreição final. Como Paulo testifica, houve momentos de extremo desespero, mas tudo aconteceu para que não confiássemos em nós mesmos, e sim naquele que ressuscita os mortos.

Para os cristãos, a certeza final não reside em ressuscitações temporárias aqui na terra, mas na garantia da ressurreição definitiva quando Cristo retornar. Jesus prometeu: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim viverá, mesmo morrendo”. A ressurreição de Jesus é a maior demonstração de que a morte já foi derrotada e que, um dia, todos os que pertencem a Ele serão ressuscitados para a vida eterna.

Portanto, embora não seja algo comum e esteja sempre sujeito à vontade soberana de Deus, ressuscitar os mortos continua a fazer parte do Seu poder hoje. Quando Ele escolhe agir dessa forma, esses milagres apontam para a Sua autoridade sobre a vida e a morte e nos oferecem um vislumbre do glorioso dia em que “Ele enxugará de seus olhos toda lágrima. Já não haverá morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque as coisas antigas passaram”. Até esse dia, os crentes devem orar com ousadia, confiar com humildade e depositar sua esperança naquele que ressuscitou Cristo dentre os mortos e, um dia, nos ressuscitará juntamente com Ele.

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