Como os pais cristãos devem responder se uma criança tiver uma deficiência de aprendizagem?

Como os pais cristãos devem responder se uma criança tiver uma deficiência de aprendizagem?

Atualmente, cada vez mais pais no mundo ocidental anunciam: “Meu filho tem uma deficiência de aprendizagem!” Numa sociedade onde cada vez mais crianças são identificadas com TDA, TDAH ou diagnosticadas com autismo ou alguma condição mental que as impede de se relacionar com os outros ou de se desenvolver “normalmente”, os crentes não estão imunes a essas realidades. Mas, como os fiéis devem agir diante desses desafios?

A única fórmula duradoura para enfrentar as dificuldades de viver num mundo caído é escolher caminhar pela fé. Essa resposta, embora possa parecer simplista para pais em busca de soluções imediatas, é a única verdade para o crente. Na verdade, a esperança na graça de Deus, alcançada pela fé, é o alicerce sólido em que podemos nos apoiar quando nosso filho está em crise e não conseguimos resolver tudo com um simples beijo ou um curativo.

Assim como uma fratura em um osso requer atendimento médico para que seja corrigida – não se deixando que o problema se perpetue por toda a vida –, nosso chamado como pais é criar nossos filhos no Senhor, em todos os aspectos de suas vidas, não para nossa conveniência, mas para o bem espiritual deles. Se uma criança apresenta uma deficiência de aprendizagem ou tem dificuldade para manter a atenção ou se comportar de maneira adequada, seja por autismo ou outra condição mental, não a deixamos à deriva. Em vez disso, fazemos o máximo de esforços, com todo o amor que possuímos, utilizando todos os recursos disponíveis – seja através de organizações especializadas, da igreja ou do apoio familiar.

Estudos mostram que hoje se sabe muito mais sobre o processo de aprendizagem das crianças e que há muito mais ajuda do que nunca. Em alguns casos, o apoio e o conforto vindo da igreja e da família são essenciais, oferecendo tanto recursos quanto auxílio prático. Isso nos encoraja a buscar o suporte dos irmãos no Senhor, lembrando dos mandamentos que nos convocam a cuidar uns dos outros (1 Coríntios 12:25, Gálatas 6:2, 1 Tessalonicenses 5:11, 1 Pedro 3:8).

Condições como o autismo não são um reflexo de nossa falha como pais nem resultado de algo que fizemos ou deixamos de fazer, tampouco são algo que “merecemos”. Assim como ninguém “merece” o câncer, nenhuma criança ou pai merece enfrentar um diagnóstico desafiador. Afinal, a criança com deficiência é tão preciosa para o Senhor quanto qualquer outra (Mateus 19:14). Neste mundo, não há explicação lógica para que uma criança seja acometida quando outra não é. Vivemos num mundo caído, onde as fragilidades da carne se manifestam de forma devastadora, mas é somente pela incrível graça de Deus que somos capazes de superar as dolorosas realidades de um mundo marcado pelo pecado. É de se questionar como aqueles que não possuem a graça de Deus conseguem lidar com essas questões.

Dessa forma, o crente responde à deficiência de aprendizagem de seu filho com fé, demonstrando essa fé através de ações concretas. Amamos e acolhemos nosso filho em todas as ocasiões, buscando a ajuda da família, dos irmãos na igreja e de todos os recursos disponíveis. Pedimos que outros orem por nós e nos apoiem nesse momento, sempre com o entendimento de que nada está fora do controle de Deus.

Podemos nos questionar: “Por que, Senhor, o meu filho?” e “Por que um Deus tão amoroso permitiria isso?” Esses questionamentos são normais, e a resposta é que Deus usa os detalhes da nossa vida terrena para revelar Sua provisão e graça, e, em última instância, para glorificar Seu nome. Para os crentes, somos chamados para uma missão maior e contamos com recursos superiores (1 Coríntios 1:26-30). O apóstolo Paulo nos lembra que Deus manifesta Seu poder através dos homens, e não há injustiça em seus propósitos (Romanos 9:14-23). Pode ser que não compreendamos plenamente, mas Ele usará cada detalhe das nossas vidas para construir Seu bem e Sua glória em nós. Assim, quando um sofrimento imerecido aflige nossos filhos, a resposta adequada dos pais que creem é recorrer aos recursos de Deus, caminhar pela fé e deixar o restante em Suas mãos.

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