Como um cristão deve ver a oração nas escolas públicas?

Como um Cristão deve encarar a oração nas escolas públicas?

A oração nas escolas públicas é um tema delicado. Em uma situação ideal, todas as pessoas reconheceriam com graça e humildade a visão bíblica de Deus e o Seu controle soberano sobre o mundo. Nesse cenário, haveria oração em todas as instalações públicas, inclusive nas escolas. Como diz o Salmo 33:12 – “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor.” Louvemos ao Senhor para que, quando Jesus retornar para reinar sobre esta terra, essa seja a realidade. Até lá, o cristão deve abordar a questão da oração nas escolas públicas com sabedoria e discernimento.

Nosso país foi fundado sobre princípios bíblicos, e a leitura da Bíblia e a oração faziam parte da rotina diária nas escolas públicas. Embora nossa cultura tenha sido guiada pelo pensamento judeu-cristão durante os primeiros 150 anos ou mais, atualmente os Estados Unidos não podem ser considerados uma nação cristã. Nossa nação se caracteriza por uma grande diversidade de opiniões e religiões. Uma das bênçãos deste país é a liberdade de expressão e de crença, garantida pelo governo. Muitos países impõem a prática de uma única religião e/ou proíbem que outras sejam praticadas. Em uma nação tão diversa, tolerante e baseada na liberdade, um dos pontos complicados relacionados a eventos formais patrocinados pela escola é que, se a escola patrocina um evento cristão, ela pode ser obrigada a patrocinar um evento de outra religião. É fácil defender a oração nas escolas públicas até que se perceba que essas orações podem incluir pedidos não cristãos – um aspecto importante a ser considerado ao formar opiniões sobre o assunto.

Como, então, um cristão deve encarar a oração nas escolas públicas? Primeiro, de acordo com passagens como Romanos 13, 1 Timóteo 2 e 1 Pedro 2, somos chamados a respeitar e orar por todas as autoridades, inclusive as presentes nas escolas públicas. Uma aplicação prática disso seria orar para que nossa cultura retorne às suas raízes cristãs; que o Senhor traga um avivamento para o país e a salvação das almas.

Em segundo lugar, mesmo que a oração de base cristã não seja patrocinada oficialmente pelas escolas públicas, os estudantes cristãos podem – e devem – orar enquanto frequentam a escola. Eles podem interceder por outros alunos, professores e administradores. Os estudantes cristãos devem enxergar as escolas como um campo de evangelismo, recebendo, assim, treinamento de seus pais e igrejas para esse propósito. Ninguém pode impedir uma criança de orar; o que pode ser contido é a organização de um evento específico de oração em território escolar. Como diz o ditado, “Enquanto houver provas, haverá oração nas escolas.”

Uma postura que os cristãos devem evitar é a de recorrer às organizações governamentais, como as escolas públicas, para reforçar seus valores e crenças cristãs. A Bíblia nos adverte que o mundo se opõe às coisas de Deus. Se nossa esperança para o país estiver baseada na eleição de oficiais ou na contratação de diretores compatíveis com nossos desejos, é provável que acabemos desapontados. Nossa esperança repousa na intervenção de Deus, enquanto o evangelho é proclamado aos perdidos em todos os lugares, inclusive nas escolas públicas. A oração pode ser vedada nas escolas, mas o Espírito Santo não está limitado, pois “o braço do Senhor não é curto demais para salvar” (Isaías 59:1).

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