O que a Bíblia diz sobre comunicação?

O que a Bíblia diz sobre a comunicação?

Pergunta

Resposta

Os dois tipos mais importantes de comunicação são entre o homem e Deus e entre os seres humanos. Comunicação é mais do que apenas nossa capacidade de falar; envolve também a habilidade de ouvir. Ao nos comunicarmos com Deus, o primeiro passo é ouvir. As formas primárias pelas quais Deus se comunica conosco são por meio de Sua Palavra e do Espírito Santo. Deus fala a todos os crentes por meio da Bíblia, que é tudo o que precisamos para nos preparar para uma vida cristã. Para compreender plenamente a comunicação de Deus, é necessário ler, estudar, memorizar e meditar em Sua Palavra. Tentar encurtar esse processo buscando revelações extra-bíblicas ou “ouvir” a voz de Deus não só vai contra as Escrituras, mas também pode nos expor à decepção da nossa própria natureza caída ou, pior, à influência de demônios que estão sempre à espreita em nossas mentes.

A função da comunicação do Espírito Santo conosco é, primeiramente, convencer-nos do pecado e, em seguida, nos guiar para toda a verdade. Quando Jesus partiu, Seus discípulos ficaram profundamente abalados por perderem Sua presença consoladora. Contudo, Ele prometeu enviar o Espírito para confortar, consolar e guiar aqueles que pertencem a Cristo. Além disso, o Espírito testemunha aos nossos espíritos que realmente pertencemos a Deus, garantindo-nos a salvação. Ele também se comunica com o Pai em nosso favor, intercedendo e orando por nós, especialmente em momentos de cansaço e desânimo quando somos incapazes de orar por nós mesmos.

Nosso principal meio de comunicação com Deus é a oração. Devemos recorrer a Ele em oração para todas as nossas necessidades. Quando nos falta algo, Deus deixa claro que a dificuldade não vem da Sua incapacidade de prover, mas da nossa falta de diligência ao pedir ou de termos motivações equivocadas. Mesmo Jesus, assumindo limitações humanas, orava regularmente. Incapaz de se comunicar com Deus face a face, como ocorria no céu, Ele orava com frequência e fervor para restabelecer uma comunicação íntima com o Pai. Devemos seguir esse exemplo e “orar continuamente”.

Em segundo lugar, é importante examinar como nos comunicamos com nossos semelhantes. É desnecessário enfatizar que nenhuma “comunicação imunda” deve escapar dos lábios de um cristão, seja ela proferida em tom de brincadeira ou de forma séria. Tiago nos instrui: “Meus queridos irmãos, tenham isto em mente: sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para se irarem.” Ao falarmos com raiva, falhamos em demonstrar o amor de Deus. Seja ao dialogar com um membro da família ou com um estranho, nossa comunicação deve sempre ser pautada pelo amor. Caso contrário, nosso testemunho será comprometido, assim como o nome de Jesus Cristo, quando Seus seguidores não cuidarem de suas palavras. A melhor maneira de garantir que o que vem da nossa boca seja puro é ficar atento ao que habita em nossos corações. Como Jesus alertou aos fariseus, “do excesso do coração a boca fala.” Se nossos corações estiverem repletos de impiedade, isso inevitavelmente se manifestará em nossa fala, por mais que tentemos contê-la. Além disso, nossa forma de comunicar aos outros deve refletir o compromisso de levar o evangelho de Jesus Cristo a um mundo que necessita desesperadamente ouvir essa mensagem.

Os crentes devem examinar constantemente sua maneira de se comunicar. É importante refletir sobre o tom utilizado em novas formas de comunicação, como e-mails e mensagens de texto, evitando que a segurança de uma tela de computador nos leve a usar palavras severas ou ímpias. Nossa linguagem corporal e expressões faciais também contam nessa mensagem. Permanecer em silêncio não tem valor se nossa postura demonstra desdém, raiva ou ódio. Ao nos prepararmos para conversar, devemos nos perguntar: é verdade? É gentil? É necessário?

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