O que devemos aprender com a queda das muralhas de Jericó?

O que devemos aprender com a queda das muralhas de Jericó?

A história da queda das muralhas de Jericó, registrada em Josué 6:1–27, demonstra de forma vívida o poder miraculoso de Deus. Mais do que isso, a completa destruição de Jericó nos ensina grandes verdades sobre a graça de Deus e a nossa salvação.

O povo de Israel havia acabado de atravessar o rio Jordão rumo à terra de Canaã, a terra de “leite e mel” prometida a Abraão mais de 500 anos antes. Depois de quarenta anos de dificuldades e peregrinação pelo deserto do Sinai, os israelitas se encontravam nas margens orientais do Jordão, com o desafio de conquistar a Terra Prometida. Porém, o primeiro obstáculo foi a cidade de Jericó, uma cidade murada considerada inexpugnável. Escavações revelam que suas fortificações contavam com um muro de pedra com 11 pés de altura e 14 pés de largura, encimado por uma inclinação de pedra lisa, inclinada a 35 graus por 35 pés, que se encontrava com muralhas de pedra maciça ainda mais altas, tornando a cidade praticamente inexpugnável.

No contexto das guerras antigas, cidades assim eram conquistadas por meio de assalto ou por cerco e privação, onde os invasores tentariam enfraquecer as muralhas com fogo, túneis ou construindo rampas de terra. Cada uma dessas estratégias levava semanas ou meses de preparação e normalmente resultava em pesadas perdas para o exército atacante. Entretanto, a estratégia para conquistar Jericó foi única por dois motivos: primeiro, pois foi estabelecida pelo próprio Deus; e segundo, porque parecia um plano insensato. Deus simplesmente ordenou a Josué que mandasse o povo marchar silenciosamente ao redor de Jericó durante seis dias e, no sétimo dia, após completarem sete voltas, gritassem.

Embora a estratégia soasse absurda, Josué obedeceu à risca as instruções divinas. Quando o povo finalmente gritou, as imensas muralhas ruíram instantaneamente, e Israel conquistou uma vitória sem grandes esforços. Na verdade, Deus já havia entregue Jericó a eles antes mesmo de iniciarem a volta ao redor da cidade. Foi quando o povo de Deus, agindo pela fé, seguiu os comandos que as muralhas de Jericó caíram.

O apóstolo Paulo nos assegura que “tudo o que foi escrito no passado foi escrito para nos ensinar, de modo que, por meio da perseverança e do encorajamento das Escrituras, possamos ter esperança”. A descrição da completa destruição de Jericó foi registrada nas Escrituras para nos ensinar várias lições. A mais importante delas é que a obediência, mesmo quando os comandos divinos parecem insensatos, conduz à vitória. Quando nos deparamos com obstáculos aparentemente intransponíveis, devemos aprender que as nossas vitórias, assim como a queda de Jericó, só são alcançadas quando obedecemos fielmente a Deus.

Outras lições fundamentais podem ser extraídas desta história. Primeiramente, há uma grande diferença entre o caminho de Deus e o caminho do homem. Embora militarmente fosse irracional atacar Jericó da maneira como foi feito, jamais devemos questionar os propósitos ou as instruções de Deus. Devemos ter fé de que Ele é quien diz ser e cumprirá exatamente o que prometeu.

Em segundo lugar, o poder de Deus é sobrenatural, algo além da nossa compreensão. As muralhas de Jericó caíram instantaneamente, demonstrando que foi pela força divina que a vitória foi alcançada.

Em terceiro lugar, aprendemos que existe uma relação inegociável entre a graça de Deus e a nossa fé e obediência a Ele. As Escrituras afirmam que “pela fé as muralhas de Jericó caíram, depois que o povo as circundou por sete dias”. Embora a fé dos israelitas já tivesse falhado em diversas ocasiões, neste episódio eles creram e confiaram nas promessas divinas. Assim como foram salvos pela fé, nós também somos salvos pela fé, que deve sempre ser evidenciada por meio da obediência. Josué e os israelitas demonstraram que a fé ativa impulsiona a obediência, e que a vitória sobre os desafios só é possível quando obedecemos ao Deus que nos concede essa fé.

Além disso, essa história nos ensina que Deus cumpre todas as Suas promessas. As muralhas de Jericó caíram exatamente como Deus havia anunciado. Suas promessas para nós hoje são igualmente certas, firmes, majestosas e preciosas.

Por fim, aprendemos que a fé sem obras é morta. Não basta dizer “Eu acredito em Deus” e viver de maneira contrária aos princípios divinos. Se realmente acreditamos, nosso desejo é obedecer a Deus. Nossa fé deve se manifestar em ações, fazendo de tudo para seguir os comandos divinos. Josué e os israelitas agiram em total conformidade com as orientações de Deus e, assim, conquistaram Jericó. Da mesma forma, se tivermos uma fé genuína, seremos impulsionados a obedecer a Deus e Ele nos concederá vitória sobre os obstáculos que enfrentamos na vida. A obediência é a clara evidência de uma fé verdadeira, uma fé que prova aos outros que realmente acreditamos naquele que nos dá essa fé gratuitamente.

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