As visões muçulmana e cristã de Deus apresentam algumas semelhanças significativas. Os cristãos creem em um único Deus eterno, criador do universo, enquanto os muçulmanos atribuem esses mesmos atributos a Allah. Em ambos os casos, Deus é visto como onipotente, onisciente e onipresente.

Uma diferença vital entre as perspectivas islâmica e cristã de Deus é o conceito bíblico da Trindade. Na Bíblia, Deus se revela como um só Deus em três Pessoas: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Embora cada Pessoa seja plenamente Deus, não são três deuses, mas sim um único Deus manifestado em três Pessoas.
O Filho de Deus veio à terra na forma humana, uma verdade conhecida como a encarnação. O Senhor Jesus Cristo venceu a penalidade e o poder do pecado ao morrer na cruz. Após sua ressurreição, Jesus voltou ao céu para estar com o Pai e enviou o Espírito Santo aos crentes. Um dia, Cristo retornará para julgar e governar; aqueles que nele confiarão viverão com Ele, enquanto os que o rejeitarem serão separados do Deus santo.
“O Pai ama o Filho e confiou a ele todas as coisas. Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem não obedece ao Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele.”
Ou seja, Jesus suportou a ira de Deus por nossos pecados na cruz, caso contrário, nós mesmo teríamos que suportá-la no inferno.
A Trindade é essencial para a fé cristã. Sem ela, não haveria a encarnação do Filho de Deus na pessoa de Jesus Cristo; sem Jesus, não haveria salvação do pecado, e, sem salvação, o pecado condenaria todos à eternidade de separação de Deus.
Portanto, os cristãos e os muçulmanos adoram o mesmo Deus? Uma questão mais pertinente seria: “Ambas as fés possuem uma compreensão correta de quem é Deus?” A resposta é definitivamente não. Devido às diferenças cruciais entre os conceitos cristão e muçulmano de Deus, as duas fés não podem ser simultaneamente verdadeiras. Somente o Deus revelado na Bíblia resolve o problema do pecado ao oferecer Seu Filho.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por meio dele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não creu no nome do Filho unigênito de Deus.”






