O que significa glorificar a Deus?

O que significa glorificar a Deus?

Pergunta

Resposta

Glorificar a Deus é honrá-Lo com louvor ou adoração. Deus é glorioso; isto é, Ele é grande e magnífico – excepcionalmente grandioso em Sua natureza e ações. “Cheio de esplendor e majestade está a Sua obra.” Ao glorificá-Lo, reconhecemos Sua grandeza e esplendor e O exaltamos por isso. Quando “Lhe damos glória”, conforme o mandamento das Escrituras, direcionamos nosso louvor, adoração, gratidão e culto àquele que sozinho é digno.

As Escrituras evidenciam nossa responsabilidade de glorificar a Deus do início ao fim. Em 1 Crônicas 16:17–36 encontramos um modelo para dar glória a Deus. Quando Asafe foi instalado como ministro principal diante da arca, Davi o instruiu na forma de culto:

  • Dar louvor ao Senhor (verso 8);
  • Proclamar a grandeza do nome de Deus (verso 8);
  • Contar ao mundo inteiro o que Deus realizou (versos 8–9, 24);
  • Cantar ao Senhor (versos 9, 23);
  • Exultar em Seu nome (verso 10);
  • Alegrar-se Nele (verso 10);
  • Buscar o Senhor e confiar em Seu poder (verso 11);
  • Lembrar de todas as grandes obras do Senhor (verso 12);
  • Atribuir a Ele a glória e a força, pois é o que Lhe é devido (versos 28–29). Ao “atribuir” entende-se considerar algo como inerente ou pertencente, reconhecendo que o Senhor possui glória e força;
  • Oferecer uma oferta a Deus (verso 29). Nos tempos de Asafe, as ofertas eram feitas conforme a Lei de Moisés; atualmente, somos chamados a oferecer nossos corpos como um “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus – este é o nosso culto verdadeiro e adequado” (Romanos 12:1);
  • Aduorar o Senhor (verso 29);
  • Agradecer a Deus por Sua bondade e amor (verso 34);
  • Clamar a Deus por libertação (verso 35).

El Elyon, o Deus Altíssimo, é o possuidor de toda verdadeira majestade e resplendor. A glória é d’Ele por Sua própria natureza, e Ele recusa compartilhá-la: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome! Não darei minha glória a outro nem meu louvor a ídolos” (Isaías 42:8). Por conseguinte, temos a obrigação de glorificar a Deus em todos os momentos (1 Coríntios 10:31). Aqueles que se recusam a Lhe dar glória enfrentam severo juízo, conforme o exemplo de Herodes, que usurpou a glória de Deus (Atos 12:21–23).

Podemos glorificar a Deus com palavras de louvor e gratidão, assim como por meio de atos de serviço para Ele. Jesus afirmou: “Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5:16). Frutificar para o reino de Deus também traz glória a Ele (João 15:8). Mesmo no momento da nossa morte, podemos glorificar a Deus (veja João 21:19).

Glorificar a Deus é exaltar Seus atributos, louvar Suas obras, confiar em Seu nome e obedecer à Sua Palavra. Ele é santo, fiel, misericordioso, gracioso, amoroso, majestoso, soberano, poderoso e onisciente – e isso é apenas o começo. Suas obras são maravilhosas, sábias, admiradas e surpreendentemente complexas. Sua Palavra é “perfeita … confiável … correta … radiante … pura … firme … preciosa” (Salmos 19:7–10). Sua salvação é extraordinária, oportuna e iminente. Por mais que proclamemos a glória de Deus em alto e bom som, Ele sempre merece ainda mais.

Como diz o refrão do hino de 1875 “A Glória Seja a Deus”, Fanny Crosby nos exorta a fazer o que é justo ao exaltar o Senhor por todas as Suas obras:

“Ó venha ao Pai por meio de Jesus, o Filho,
e dê-Lhe a glória, por grandes coisas que Ele fez!”

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