O que significa permanecer em Cristo?

O que significa permanecer em Cristo?

Pergunta

Resposta

O termo “permanecer” significa viver, continuar ou permanecer; assim, permanecer em Cristo é viver nele ou permanecer nele. Quando uma pessoa é salva, ela é descrita como estando “em Cristo”, assegurada por meio de um relacionamento permanente. Portanto, permanecer em Cristo não representa um nível especial de experiência cristã, mas a posição de todos os verdadeiros crentes. A distinção entre aqueles que permanecem em Cristo e os que não permanecem é a diferença entre os salvos e os não salvos.

Permanecer em Cristo é ensinado em passagens bíblicas que equiparam esse conceito a “conhecer” a Cristo, ressaltando que permanecer no Pai e no Filho está diretamente ligado à promessa de vida eterna. Assim, permanecer, residir e conhecer a Cristo são expressões que fazem referência à salvação.

A expressão “permanecer em Cristo” ilustra um relacionamento íntimo e profundo, e não apenas uma associação superficial. Em um dos ensinamentos de Jesus, Ele utiliza a imagem dos ramos unidos a uma videira para explicar que tirar a vida dele é essencial: “Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Assim como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, a menos que permaneça na videira, também vocês, se não permanecerem em mim, não darão fruto. Eu sou a videira, vocês são os ramos; aquele que permanece em mim, e eu nele, produzirá muito fruto. Sem mim vocês não podem fazer coisa alguma. Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, como um ramo, e secará; esses ramos são recolhidos e lançados no fogo, onde se queimam.” Sem essa união vital com Cristo, que a salvação proporciona, não há vida nem produtividade. Em outra passagem, a relação entre nós e Cristo é comparada à de um corpo com uma cabeça, evidenciando outra união essencial.

Algumas pessoas interpretam o alerta anterior, afirmando que os cristãos estariam constantemente em risco de perder a salvação, pois seria possível ser salvo sem permanecer firmemente em Cristo – situação essa que resultaria em ser descartado. Contudo, essa interpretação só faria sentido se “permanecer” fosse algo separado da salvação, referindo-se a um estado de intimidade com Cristo que necessitaríamos conquistar após a salvação. A Escritura deixa claro que a salvação vem e se mantém pela graça. Além disso, se um ramo pudesse se desprender da videira, levando à perda da salvação, outras passagens bíblicas contrárias seriam comprometidas.

A melhor forma de interpretar a metáfora da Videira Verdadeira é compreender que Jesus é, de fato, a Verdadeira Videira. Os ramos que permanecem nele são os verdadeiramente salvos, que desfrutam de uma conexão real e vital com o Salvador. Por outro lado, os ramos secos que não permanecem representam aqueles que, embora aparentem apegar-se à videira, não recebem vida d’Ele. Com o tempo, esses falsos seguidores serão expostos como meros acompanhantes sem qualquer vínculo autêntico com Jesus. Durante um certo período, tanto Pedro quanto Judas caminhavam com Cristo, mas Pedro estava verdadeiramente ligado à videira, enquanto Judas não estava.

O autor salienta esse princípio afirmando que “aqueles que se afastaram não pertenciam realmente ao grupo dos que tinham recebido a salvação, pois se pertencessem, teriam permanecido”.

Uma das evidências da salvação é a perseverança – a continuidade em permanecer em Cristo. Os verdadeiramente salvos continuam sua caminhada com Cristo, permanecendo nele. Deus completará Sua obra em suas vidas, e eles produzirão muito fruto para a glória de Deus. Aqueles que se afastam, deixam de seguir Cristo ou não persistem em seu relacionamento demonstram, na verdade, a falta de uma fé salvadora. Assim, permanecer em Cristo não é o que efetua a salvação, mas é um dos sinais dessa salvação.

As evidências de que se permanece em Cristo – ou seja, de que uma pessoa é verdadeiramente salva e não apenas aparenta ser – incluem a obediência aos mandamentos de Cristo; a imitação do exemplo de Jesus; a prática de uma vida livre de pecados habituais; e a convicção de uma presença divina na própria vida.

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