Qual é a diferença entre dízimos e ofertas?

Pergunta

Qual é a diferença entre dízimos e ofertas?

Resposta

Ao tentar distinguir entre dízimos e ofertas, é importante compreender primeiramente o conceito de dizimar. Muitos cristãos hoje pensam que o que entregam à igreja local é o dízimo, quando na realidade se trata de uma oferta. A ideia de “dízimo cristão” é um equívoco, pois os cristãos não estão obrigados a cumprir o comando de dizimar, ordenado aos israelitas como parte da Lei Mosaica. O dízimo era um requisito dessa lei, em que todos os israelitas deviam entregar 10% de tudo o que ganhavam e produziam para o tabernáculo ou templo.

O Novo Testamento, em nenhuma parte, ordena ou recomenda que os cristãos se submetam a um sistema legalista de dízimos. Paulo orienta que os crentes reservem uma parte de sua renda como oferta – mas isso não é o mesmo que o dízimo.

Deus esperava que os israelitas O honrassem ao entregar os primeiros frutos do que Ele lhes concedia. Conforme o que está escrito, “Todo o dízimo da terra, seja da semente da terra ou do fruto da árvore, é do SENHOR; é santo ao SENHOR.” Assim, entregar 10% em dízimos era uma obrigação estabelecida para os israelitas. Com a morte de Cristo na cruz, Ele cumpriu os requisitos da Lei, tornando obsoleto o dízimo obrigatório. Insistir que ele continua em vigor é, de certa forma, diminuir o sacrifício de Cristo e retornar à ideia de justificação através de obras e da observância da lei. A entrega dos primeiros frutos encontra sua plenitude em Jesus, que foi ressuscitado como as primícias dos que dormem.

Por sua vez, uma oferta é aquilo que os cristãos dão livremente para sustentar a obra do Senhor, a igreja local, ministérios e missões. Contudo, ofertas vão muito além de um simples cheque assinado no domingo. Somos chamados a oferecer muito mais a Deus do que apenas nossos recursos financeiros. Romanos 12:1 nos exorta a oferecer nossos corpos “como sacrifícios vivos, santos e agradáveis a Deus” como parte de nossa adoração, enquanto Romanos 6:13 explica que devemos oferecer as partes de nosso corpo a Ele como instrumentos de justiça, pois fomos trazidos da morte para a vida.

Deus não se interessa tanto pelas ofertas monetárias quanto por nossa submissão e obediência. Ele não precisa de nossos recursos para realizar Seus planos e propósitos, sendo dono do gado sobre mil montes e não necessitando de nada de nós. O que Deus valoriza é um coração que transborde gratidão e ação de graças por Aquele que nos salvou e que provê todas as nossas necessidades mesmo antes de fazermos qualquer pedido. Um coração assim oferece generosamente, de forma voluntária e com alegria, em resposta ao amor e à graça abundantes em Cristo.

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